Sidarta Ribeiro: “bolsonarismo é a expressão de uma longa tradição de opressão”

“Bolsonaro vem implementando algo muito parecido com o que o país já viveu. Trata-se de uma visão de capataz que transforma o País em colônia novamente”, avalia o professor

www.brasil247.com - Sidarta Ribeiro
Sidarta Ribeiro (Foto: Walter Craveiro/Flip/Divulgação)


247 - Em entrevista concedida ao programa da TV 247 Literatura & Pensamento Crítico nesta semana, Sidarta Ribeiro, neurocientista, biólogo, autor e professor titular e vice-diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, afirmou que o “(...) bolsonarismo é a expressão de uma longa tradição de opressão”.

“Esse processo não começou agora. Existe um livro essencial, que eu quero recomendar, do economista negro Mário Theodoro: ‘Sociedade Desigual: racismo e branquitude na formação do Brasil’. Nesse livro, ele argumenta que o projeto de desigualdade é o projeto de nação do Brasil, no qual 95% das pessoas estão simplesmente excluídas”, explica Ribeiro.

Ainda de acordo com ele, “(...) isso é o que está em curso no Brasil. O governo Bolsonaro vem implementando algo muito parecido com o que o país já viveu nos séculos passados. Trata-se de uma visão de capataz que transforma o Brasil em colônia novamente”.

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Durante a conversa, que foi conduzida pelos jornalistas Cesar Calejon e Victor Pino, o neurocientista aborda os seus livros, a evolução dos seres humanos e a questão que ele classifica como “inércia evolutiva da competição”.

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“Existe um problema gravíssimo acontecendo aqui, que é o da inércia evolutiva da competição. A competição foi selecionada, ao longo da evolução, porque todos os nossos ancestrais, não somente humanos, mas mamíferos, vertebrados, enfim, que remetem à origem da vida na Terra, evoluíram com base em uma situação de escassez. Quando existe este cenário de escassez, torna-se necessário fazer a distinção entre quem eu amo e eu não amo. (...) Nesse momento, o que é adaptativo para a nossa espécie é a partilha, a solidariedade e a distribuição. Uma vez que a escassez não mais existe, precisamos pensar nas mudanças culturais que sejam capazes de alterar o atual modelo de sociabilidade”, conclui Ribeiro.

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