Ameaçada por FIFA e UEFA, Superliga Europeia é suspensa dois dias após seu anúncio

Em nota, a Superliga Europeia disse que os seis clubes ingleses fundadores foram pressionados a sair

(Foto: Reuters)
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247 - Em dois dias, o projeto pela criação da Superliga Europeia foi derrotado. Os clubes que queriam formar uma nova liga sofreram pressão da FIFA, da UEFA e de alguns torcedores de suas torcidas. Nesta terça-feira, 20, a suspensão foi confirmada em comunicado divulgado.

O grupo diz que "vai reconsiderar passos mais apropriados para reformular o projeto".

O fator decisivo para a derrota do projeto foi a debandada dos seis clubes ingleses que defendiam o plano: Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham.

Na nota, a Superliga afirmou que os clubes da Inglaterra foram pressionados a tomar tal decisão.

“Apesar da anunciada saída dos clubes ingleses, forçados a tomar tais decisões devido à pressão sobre eles, estamos convencidos de que nossa proposta está totalmente alinhada com as leis e regulamentos europeus, como foi demonstrado por uma decisão judicial para proteger a Superliga de ações de terceiros”, diz o comunicado.

Diante da pressão, a imprensa europeia também anuncia que o Milan e a Inter de Milão iriam seguir o mesmo caminho, fazendo com que sobrassem apenas quatro dos 12 clubes fundadores da Superliga: Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Juventus.

Superliga contra FIFA e UEFA

A decisão de formar a Superliga deixou clara, não apenas a profunda crise em que se encontra o futebol europeu, mas também a profunda insatisfação de alguns dos maiores clubes do continente contra a atual competição continental, Champions League (Liga dos Campeões).

A Superliga, porém, afirmou que não vai deixar o projeto de lado. Na divulgação do projeto, no domingo, 18, o grupo afirmou que os clubes fundadores receberiam juntos € 3,5 bilhões na primeira temporada. A Superliga também disse que contribuiria com € 10 bilhões em "pagamentos de solidariedade".

UEFA, entidade responsável pelo futebol europeu, e FIFA, responsável pelo futebol mundial, não gostaram da ideia e ameaçaram os clubes. A FIFA afirmou que jogadores de clubes participantes da Superliga não poderiam ser convocados para suas seleções nacionais.

Do dinheiro anunciado pela nova liga, boa parte do crédito seria de um banco norte-americano, com prazo para pagamento do financiamento em até 23 anos.

“Estamos propondo uma nova competição europeia porque o sistema existente não funciona. Nossa proposta se baseia em permitir o esporte a evoluir enquanto gera recursos e estabilidade para toda a pirâmide do futebol, incluindo ajuda para superar as dificuldades financeiras vividas por toda a comunidade do futebol na pandemia”, diz a nota.

Veja o comunicado da Superliga na íntegra:

A Superliga Europeia está convencida que o atual status quo do futebol europeu precisa mudar.

Estamos propondo uma nova competição europeia porque o sistema existente não funciona. Nossa proposta se baseia em permitir o esporte a evoluir enquanto gera recursos e estabilidade para toda a pirâmide do futebol, incluindo ajuda para superar as dificuldades financeiras vividas por toda a comunidade do futebol na pandemia.

Também proporcionaria pagamentos de solidariedade materialmente aprimorados a todos os interessados ​​no futebol.

Apesar da anunciada saída dos clubes ingleses, forçados a tomar tais decisões devido à pressão sobre eles, estamos convencidos de que nossa proposta está totalmente alinhada com as leis e regulamentos europeus, como foi demonstrado por uma decisão judicial para proteger a Superliga de ações de terceiros.

Dadas as atuais circunstâncias, devemos reconsiderar os passos mais adequados para reformular o projeto, sempre tendo em mente o nosso objetivo de oferecer aos torcedores a melhor experiência possível e, ao mesmo tempo, valorizar os pagamentos solidários para toda a comunidade do futebol.

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