Carol Solberg defende revisão das regras que impedem manifestação na quadra: 'que esporte seja palco de liberdade'

"A gente está vivendo um momento no Brasil em que qualquer pessoa que se manifeste contra esse governo é totalmente criticada", afirmou Carol Solbergl, que recebeu pena de advertência do STJD após ter gritado “Fora, Bolsonaro” no Circuito Brasileiro de vôlei de praia. A atleta disse esperar que o "esporte seja palco de liberdade, não de censura"

Carol Solberg
Carol Solberg (Foto: CBV)
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247 - "Espero muito que o Brasil evolua e que a gente volte a ter governantes sérios e comprometidos com a saúde, a educação, com o meio ambiente, que o esporte seja palco de liberdade, não de censura", afirmou Carol Solbergl, que recebeu pena de advertência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após Depois de ter gritado “Fora, Bolsonaro” ao ganhar medalha de bronze na primeira etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia.

De acordo com a jogadora, "a gente está vivendo um momento no Brasil em que qualquer pessoa que se manifeste contra esse governo é totalmente criticada". A entrevista foi concedida à coluna Direto da Fonte, publicada no jornalo O Estado de S.Paulo.

"Esse é um governo que não tolera críticas. É difícil. Acho que com certeza em outros países seria diferente. O Brasil está vivendo tempos sombrios. Até por isso foi tão importante eu ter me manifestado sim. Acho que os atletas seguem regras antigas da época que o esporte foi criado. Essas regras foram feitas por homens sexistas, racistas, na época em que a mulher nem podia participar do esporte", disse.

A jogadora afirmou ter achado a denúncia "em si uma grande hipocrisia porque atletas do vôlei de quadra já tinham se manifestado a favor do presidente Bolsonaro durante as eleições fazendo sinal de 17 com a mão, em um jogo da seleção brasileira televisionado, e a confederação brasileira emitiu uma nota de repúdio falando que não podia se manifestar politicamente, mas que acreditava na liberdade de expressão dos atletas". 

"E no meu caso foi totalmente diferente. Acredito na liberdade de expressão deles e é importantíssimo respeitarmos isso. Só acho que não pode ter tratamento diferente quando essa manifestação é contrária ao governo, são dois pesos e duas medidas", acrescentou.

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