Justiça nega mandado de segurança e determina Dedé a pagar mais de R$ 277 mil em custas em ação contra o Cruzeiro

A Justiça indeferiu o mandado de segurança do zagueiro Dedé contra o Cruzeiro e foi determinado a pagar R$ 277,8 mil pelas custas processuais

(Foto: Reprodução)
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247 - A Justiça indeferiu o mandado de segurança do zagueiro Dedé contra o Cruzeiro e foi determinado a pagar R$ 277.813,33 pelas custas processuais. O jogador já havia tido uma liminar negada. Na petição inicial, o atleta diz que está com 10 meses de salário em atraso "referente ao fraudulento contrato de cessão e uso de imagem". Seria R$ 300 mil mensais, além de seis meses sem receber de salários fixos na carteira (R$ 450 mil mensais) e mais quatro meses sem receber o depósito do FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

No mandado, o zagueiro argumentou ilegalidade na decisão que indeferiu seu pedido liminar de rescisão. De acordo com a defesa, a decisão o condenou a "permanecer como um escravo". Os relatos foram publicados pelo GloboEsporte.

"Beneficiou aqueles que não cumpre com as obrigações que contratam; aqueles que desdizem do texto legal e, como consequência, condenou o Impetrante a permanecer como um ‘escravo’, mantendo a vinculação do Impetrante ao Clube Reclamado, mesmo sem que esteja trabalhando para o Clube e, inclusive, sem receber salário".

O desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires refutou a argumentação.

“Lamenta-se a afirmação inicial de que o impetrante, cuja remuneração aduz corresponder a R$750.000,00 (...), esteja sendo submetido a permanecer como um ‘escravo’". Lastimável comparação, notadamente em se considerando o crítico momento sócioeconômico por que passa a esmagadora maioria da população brasileira, em razão das consequências da pandemia (...) com muitos almejando meramente obter um emprego em que receba o salário mínimo, no ano corrente reajustado para o montante de R$1.100,00", disse.

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