Queiroga: jogadores não precisarão se vacinar para jogar a Copa América

Em coletiva, o ministro da Saúde disse que a vacinação poderia atrapalhar o andamento do torneio e jogou para estados e municípios a responsabilidade de evitar aglomerações durante o evento

Marcelo Queiroga
Marcelo Queiroga (Foto: Myke Sena/MS)
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247 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que prestará novo depoimento à CPI da Covid, afirmou em entrevista na noite desta segunda-feira (7) que os jogadores que participarão da Copa América no Brasil não precisarão tomar vacina contra a Covid-19.

Como justificativa, Queiroga disse que outras competições de futebol já acontecem no país sem a necessidade de imunização dos atletas.

Todos os jogadores, segundo Queiroga, serão testados diariamente e ficarão alojados em ambientes sanitários controlados.

"A exigência de vacinas, como ocorre nas Olimpíadas, embora não sejam eventos comparáveis, a Olimpíada exigiu vacinação. Se exigir a vacinação nesse momento, eles não teriam imunidade até o início da competição. Essas competições têm acontecido sem a exigência. Não é uma imposição a questão da vacina. Os que estiverem vacinados, melhor. Até porque a vacina poderia causar algum tipo de reação e poderia comprometer o ritmo competitivo do atleta. As medidas de controle, com teste RT-PCR", falou o ministro.

Segundo Queiroga, a vacinação poderia atrapalhar o torneio. "Não é uma imposição a questão da vacina. Os que estiverem vacinados, melhor. Mas não vai haver um esforço para vacinar agora. Até porque a vacina pode causar uma reação, e isso poderia comprometer o ritmo competitivo dos jogadores. As medidas sanitárias de controle, como a realização dos testes - e não será teste rápido, será o RT-PCR".

O ministro ainda jogou para estados e municípios a responsabilidade de evitar aglomerações durante a competição. "A fiscalização é feita por estados e municípios, o Ministério da Saúde não tem condições de fiscalizar 5.570 municípios do Brasil. A palavra do Ministério da Saúde continua reiterada, de observância às medidas não-farmacológicas. Restaurantes, bares, existem regras para o funcionamento. Eu não vejo que essa competição vai mudar esse contexto. As pessoas podem ir para o restaurante torcer? Podem. Mas elas têm que ir de acordo com a regra sanitária. Pode torcer na sua casa? Pode, mas se vai fazer festa na sua casa, a consciência é de cada um, e não é a Copa América que vai fazer aumentar ou diminuir, nós sabemos. É algo que tem que ser feito [contato com governos], não só em relação ao futebol. Essas aglomerações existem independentemente do futebol. Não há que dizer: O futebol que está fazendo aglomerações. Festa clandestina, vocês [imprensa] têm coberto isso aí. É uma questão de responsabilidade de cada um, e as autoridades sanitárias têm que fiscalizar essas ações de forma rotineira para que a gente evite a propagação do vírus. Naturalmente que vamos orientar as autoridades municipais para fiscalizarem essas ações para evitar essas aglomerações".

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