1ª vez: Transexual assume cadeira de vereadora em uma capital

Suplente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Luísa Stern (PT) será a primeira mulher transexual a assumir a cadeira de vereadora em uma capital brasileira; ela é advogada e militante histórica dos direitos da população LGBT; Luísa assumirá o mandato no dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher, em uma estratégia de rodízio estabelecido pela bancada do partido em Porto Alegre para diversificar as pautas

2013.01.29 - Porto Alegre/RS/Brasil - Marcha do Dia Nacional de Visibilidade das Travestis levou ao Foro Central ação de Mudança de Nome em Registros Oficiais. Foto: Ramiro Furquim/Sul21.com.br
2013.01.29 - Porto Alegre/RS/Brasil - Marcha do Dia Nacional de Visibilidade das Travestis levou ao Foro Central ação de Mudança de Nome em Registros Oficiais. Foto: Ramiro Furquim/Sul21.com.br (Foto: Voney Malta)
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Por Sul 21 - Luísa Stern (PT) é advogada e militante histórica dos direitos da população LGBT. Suplente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Luísa será a primeira mulher transexual a assumir a cadeira de vereadora. A cerimônia ocorrerá no dia 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher.

Entre suas pautas que Luísa pretende debater se destacam a visibilidade da população LGBT e a reafirmação da identidade trans.

Pela primeira vez, uma mulher transexual assumirá uma cadeira de vereadora em uma capital brasileira. Candidata pelo PT nas eleições de 2016, a suplente assumirá o mandato em um esquema de rodízio estabelecido pela bancada do partido em Porto Alegre para diversificar as pautas.

Com uma longa trajetória na militância, Luísa Stern é uma ativista histórica da pauta LGBT, das mulheres e dos direitos humanos. Como advogada, representou a população trans em inúmeros casos de violações de direitos. Em entrevista à Revista Fórum, Luísa afirma que pretende dar visibilidade às pautas das mulheres.

Ela também disse considerar “uma quebra de paradigma” o fato de mais pessoas de diferentes contextos terem espaço. “Cabe aos partidos proporcionar essa visibilidade. Não só à pauta trans, mas outras, como de pessoas negras, mulheres. Essas pessoas sempre têm mais dificuldades que as candidaturas masculinas. Então, eu considero uma quebra de paradigma”, pontuou.

 

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