47% dos presos em Alagoas não foram julgados

Dados do Conselho Nacional de Justiça revelam que quase metade da população carcerária de Alagoas ainda aguarda julgamento; o juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, diz que "o problema é que faltam juízes, mas a situação já melhorou bastante"

Dados do Conselho Nacional de Justiça revelam que quase metade da população carcerária de Alagoas ainda aguarda julgamento; o juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, diz que "o problema é que faltam juízes, mas a situação já melhorou bastante"
Dados do Conselho Nacional de Justiça revelam que quase metade da população carcerária de Alagoas ainda aguarda julgamento; o juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, diz que "o problema é que faltam juízes, mas a situação já melhorou bastante" (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que quase metade da população carcerária de Alagoas é formada por presos provisórios. Segundo o relatório, 47% dos 3.011 detentos dos sexos masculino e feminino - incluindo o regime de prisão domiciliar - aguardam julgamento. Superlotadas, as unidades prisionais dispõem de apenas 1.813 vagas, o que reforça que o Estado tem um déficit preocupante, de 1.198 vagas.

O levantamento do CNJ traz, ainda, um alerta: Alagoas continua com um número considerado alto de presos provisórios, maior do que muitos estados do Nordeste, como o Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, são 480 detentos cumprindo prisão domiciliar.

Segundo o juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, os dados ainda são preocupantes, mas já foram bem piores. "Temos, hoje, o percentual de 47% da população carcerária de presos provisórios, mas o ideal seria pelo menos 37%. O problema é que faltam juízes, mas a situação já melhorou bastante", disse Braga Neto.

O levantamento do CNJ mostra também que a nova população carcerária brasileira é de 715.655 presos, levando-se em conta as 147.937 pessoas em prisão domiciliar. De acordo com dado anterior levantado pelo mesmo órgão - que, no entanto, não contabilizava as prisões domiciliares -, em maio deste ano, a população carcerária era de 567.655.

Com gazetaweb.com

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