Abra seu olho, alvinegro mineiro

O Atlético Mineiro chegou à final da Copa Libertadores de uma forma honrosa, como se não bastasse lutar contra adversários, lutando contra a organização do torneio

     A noite da última quarta feira (10) a vitória do Atlético me trouxe aquilo que só o futebol traz, a emoção de uma disputa de mata-mata. Fora o sistema da competição que se mostra bem mais emocionante que os pontos corridos usados no nosso longo campeonato brasileiro, lembremos que o jogo entre Atlético Mineiro e Newell’s Old Boys era uma disputa sulamericana, que traz um tempero a mais para o jogo. 

      Até aí falamos de características honestas em um jogo de futebol, mas a partir de um momento começamos a entrar no mundo dos negócios que permeia o nosso querido esporte, ou seria melhor,  as empresas que o administram. Veja bem, um árbitro errar em um jogo, invertendo uma falta, ou até mesmo podendo mudar o rumo de uma partida não assinalando um pênalti é algo que acontece, passa. Mas isso se repetir em quase todos os jogos (ou nos mais decisivos) e em jogos de times brasileiros já passa a ser uma coincidência muito grande. 

      Erros em jogos do Corinthians (pegamos como exemplo o jogo contra o Boca Juniors), do Fluminense, ou do Atlético, o único time que continuou nessa copa por competência e principalmente por sorte (de campeão, diga-se de passagem), não podem passar desapercebidos. É evidente uma movimentação do órgão gestor da copa Libertadores, a CONMEBOL, que organiza esses e outros eventos, contra os times brasileiros, pela hegemonia em momentos decisivos nos últimos anos.

      Nas últimas nove finais sempre tivemos times brasileiros disputando-as, com cinco títulos conquistados, e em vinte anos estamos no grupo dos quatro finalistas. Isso que motiva esse gestor sulamericano que diz representar times e seleções da região a tentar excluir os brasileiros desta lista. 

      E se voltarmos ao primeiro tema discutido neste texto, a chegada do Galo à final da libertadores, podemos perceber que foi com alguns problemas, como anulação de um gol que mesmo estando em imposição inválida (isso não entra na discussão, se foi provado inválido, está certo) é quase impossível de se perceber a olho nu, além de inúmeros pênaltis não marcados e lances muito duvidosos.

     Mas lembramos que quem organiza o futebol brasileiro e estaria aí para nos defender desta situação, lembramos da “grande e honesta” CBF, permeada por acordos que simplesmente visam o lucro e não a melhoria do esporte, da manipulação da mídia nos horários dos jogos, esquemas de manipulação de resultados e compras de árbitros. Enfim, se formos tentar listar este texto não teria fim. Logo, percebe-se a conjuntura de um beco sem saída, pois se a entidade continental é negligente, a nacional é ainda mais e corrupta. 

     Devo acrescentar uma correção: não apenas abra o olho o alvinegro mineiro, representante nacional na final da copa libertadores, mas que se abra o olho todo o futebol brasileiro. 

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