'Absolvição é uma vergonha': advogadas criticam decisão de caso Mari Ferrer

Para advogadas especialistas em direitos da mulher, a decisão unânime dos desembargadores Ana Lia Carneiro, Ariovaldo da Silva e Paulo Sartorato, que analisaram o recurso, é um "absurdo jurídico" e foi pautada pelo machismo judiciário

Mariana Ferrer e André de Camargo Aranha
Mariana Ferrer e André de Camargo Aranha (Foto: Reprodução)
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247 - Na tarde de quinta-feira (7), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu pela absolvição de André de Camargo Aranha, empresário de 44 anos investigado por ter praticado estupro de vulnerável contra a influenciadora Mari Ferrer, de 25, durante uma festa em uma casa noturna de Florianópolis em 2018. A reportagem é do portal Universa. 

Para advogadas especialistas em direitos da mulher, , a decisão unânime dos desembargadores Ana Lia Carneiro, Ariovaldo da Silva e Paulo Sartorato, que analisaram o recurso, é um "absurdo jurídico" e foi pautada pelo machismo judiciário.

"Essa sentença é uma vergonha. Para mim, é um absurdo jurídico tendo em vista as provas apresentadas. Essa foi mais uma demonstração do patriarcado cruel que esmaga os direitos da vítima mulher. Espero que os tribunais superiores modifiquem a decisão", afirma Luiza Nagib Eluf, procuradora aposentada do Ministério Público de São Paulo, que atualmente é advogada de cinco vítimas do médium João de Deus.

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André Aranha já tinha sido absolvido em primeira instância, em setembro de 2020, em decisão do juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis (SC). Na ocasião, o caso ganhou notoriedade depois que passou a circular nas redes sociais um vídeo em que Mari chora e implora por respeito enquanto é insultada pelo juiz e pelo advogado de André Aranha, Cláudio Gastão da Rosa Filho.

Em um dos trechos, Gastão diz que "jamais teria uma filha" do "nível" de Mari e a repreende: "Não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo". Em outro, acusa a jovem de manipular os fatos do processo.

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