ACM se equilibra entre lealdade e pragmatismo

Prefeito de Salvador carrega nas costas o fardo da pressão do PSDB, principal aliado do DEM, e dos seus próprios correligionários, para que sua decisão seja a de apontar Paulo Souto como candidato a governador e empurrar o peemedebista Geddel Vieira Lima para candidato a senador ou para ruptura da aliança que nasceu em 2012, quando se elegeu contra o PT com apoio do PMDB; mas o Bahia 247 foi a campo e apurou que não é esta a tendência; para os que ainda apostam no carlismo, ACM Neto não fará como o avô, que apontava os candidatos a prefeituras de todo o interior e ao governo do estado ao seu bel prazer

Prefeito de Salvador carrega nas costas o fardo da pressão do PSDB, principal aliado do DEM, e dos seus próprios correligionários, para que sua decisão seja a de apontar Paulo Souto como candidato a governador e empurrar o peemedebista Geddel Vieira Lima para candidato a senador ou para ruptura da aliança que nasceu em 2012, quando se elegeu contra o PT com apoio do PMDB; mas o Bahia 247 foi a campo e apurou que não é esta a tendência; para os que ainda apostam no carlismo, ACM Neto não fará como o avô, que apontava os candidatos a prefeituras de todo o interior e ao governo do estado ao seu bel prazer
Prefeito de Salvador carrega nas costas o fardo da pressão do PSDB, principal aliado do DEM, e dos seus próprios correligionários, para que sua decisão seja a de apontar Paulo Souto como candidato a governador e empurrar o peemedebista Geddel Vieira Lima para candidato a senador ou para ruptura da aliança que nasceu em 2012, quando se elegeu contra o PT com apoio do PMDB; mas o Bahia 247 foi a campo e apurou que não é esta a tendência; para os que ainda apostam no carlismo, ACM Neto não fará como o avô, que apontava os candidatos a prefeituras de todo o interior e ao governo do estado ao seu bel prazer (Foto: Romulo Faro)
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Romulo Faro, do Bahia 247 - Prefeito ACM Neto, do DEM, parece já ter provado que não se elegeu para ressuscitar o carlismo, conforme esperavam os conservadores da direita e conforme acusavam os de esquerda. Prefeito mais bem avaliado entre as capitais brasileiras, ACM jogou o primeiro balde de água fria nos conservadores logo após sua posse em 2013, ao buscar diálogo com o governador Jaques Wagner (PT), a quem pediu ajuda para chegar à presidente Dilma Rousseff com objetivo maior: tirar Salvador do caos ao qual a cidade foi jogada pelos oito anos de desastre da administração de João Henrique Carneiro (PSL).

Outra medida que pegou os conservadores de surpresa, inclusive do próprio DEM, foi a de decretar 30% das vagas dos concursos públicos e dos cargos de confiança para negros em sua administração.

Agora, o jovem democrata dá mais um sinal de que é um político republicano na articulação pela escolha do candidato que representará a possível chapa única das oposições para enfrentar o petista Rui Costa na disputa pela sucessão de Jaques Wagner.

Desde o início das sondagens, no ano passado, o peemedebista Geddel Vieira Lima era considerado o 'candidato natural' dos opositores. Ele tinha garantia do compromisso de ACM Neto de lhe retribuir apoio fundamental do PMDB no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Salvador em 2012 contra o petista Nelson Pelegrino.

Tudo caminhava neste sentido, até que as pesquisas de intenção de voto mostrarem o ex-governador Paulo Souto, do DEM, à frente dos demais candidatos e empatando apenas com Geddel.

Daí se iniciou, no final de 2013, movimento capitaneado pelo PSDB e pelos 'conservadores' do DEM para que Souto seja o cabeça da chapa e que Geddel saia candidato ao Senado. Articulação é puxada, conforme informações de bastidor, pelos deputados federais tucanos Antônio Imbassahy (líder do PSDB na Câmara) e Jutahy Magalhães Jr.

ACM Neto tem carregado nas costas o fardo da pressão do PSDB, principal aliado do DEM, e dos seus próprios correligionários, para que sua decisão seja a de apontar Paulo Souto como candidato a governador e empurrar Geddel para candidato a senador ou para ruptura da aliança que nasceu em 2012.

Mas o Bahia 247 foi a campo e apurou que não é esta a tendência. O prefeito ACM Neto tem afirmado que será leal a Geddel e manterá sua palavra em acordo preestabelecido em 2012.

Para os que ainda apostam no carlismo, ACM não fará como o avô, que apontava os candidatos a prefeituras de todo o interior e ao governo do estado ao seu bel prazer.

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