Acorrentados, membros do MPL protestam contra inquérito

Movimento Passe Livre fez ato que durou tês horas em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo contra o inquérito que investiga a atuação de manifestantes em protestos de rua; alguns ficaram acorrentados na entrada do prédio; eles consideram o inquérito ilegal e com o objetivo desarticular a ação do movimento; eles alegam que até pais e mães de militantes são chamados a depor

Movimento Passe Livre fez ato que durou tês horas em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo contra o inquérito que investiga a atuação de manifestantes em protestos de rua; alguns ficaram acorrentados na entrada do prédio; eles consideram o inquérito ilegal e com o objetivo desarticular a ação do movimento; eles alegam que até pais e mães de militantes são chamados a depor
Movimento Passe Livre fez ato que durou tês horas em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo contra o inquérito que investiga a atuação de manifestantes em protestos de rua; alguns ficaram acorrentados na entrada do prédio; eles consideram o inquérito ilegal e com o objetivo desarticular a ação do movimento; eles alegam que até pais e mães de militantes são chamados a depor (Foto: Gisele Federicce)

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) encerraram, depois de três horas, um ato em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo contra o inquérito que investiga a atuação de manifestantes em protestos de rua. Eles estavam sentados no chão, bloqueando a passagem dos carros pela Rua Líbero Badaró, no centro, e parte deles ficou acorrentada na porta de entrada do prédio. O MPL considera que o inquérito ilegal e que tem como objetivo desarticular a ação do movimento.

O clima ficou tenso na porta da SSP. Alguns funcionários estavam tentando entrar no prédio, mas era preciso passar por cima dos manifestantes que estavam sentados na escadaria. Por volta das 12h15, houve um empurra-empurra, quando um homem entrou e, segundo os integrantes do movimento, pisou em uma das pessoas acorrentadas, o que provocou a reação dos presentes. Um dos policiais, que faz um cordão de isolamento na entrada, interveio empurrando o manifestante.

Segundo Marcelo Hotimski, militante do MPL, além de integrantes do movimentos, pessoas que não foram aos protestos também estão sendo chamadas a depor, como pais e mães de militantes. "Optamos por não ir e deixar bem claro que consideramos isso um absurdo. Da terceira vez que você é chamado e não vai, pode acontecer uma condução coercitiva. A gente foi chamado esta quarta vez e a polícia falou que ia trazer outras pessoas para o Deic [Departamento Estadual de Investigações Criminais]", declarou.

Algumas pessoas, no entanto, já estão sendo levados coercitivamente à delegacia, de acordo com o movimento. "Nos últimos três dias, familiares foram constrangidos com a presença de investigadores do Deic na porta de suas casas para, sem ordem judicial, conduzir coercitivamente os intimados", diz nota do grupo.

Ele disse que o ato é uma forma de pedir explicações ao secretário Fernando Grella sobre os abusos que estão sendo cometidos na condução do inquérito e reivindicar a suspensão das investigações. "É um absurdo no geral, a própria criação dele tem intuito de desmobilizar as pessoas que estão se manifestando", avaliou. Hotimski acredita que os militantes do MPL devem ter o direito de permanecer em silêncio diante de um procedimento de que discordam.

O inquérito que, segundo a SSP, investiga práticas criminosas cometidas durante os protestos foi instaurado em outubro do ano passado. O órgão informou, por meio da assessoria de imprensa, que as investigações correm dentro da legalidade. Disse ainda que o secretário não deve receber nenhum representante do movimento.

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