Aécio diz que apoiaria Campos no segundo turno

Caso o tucano não chegue ao segundo turno em 2014, a tendência é apoiar a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB); entretanto, a recíproca pode não ser verdadeira, ao menos na visão do senador Aécio Neves; apesar de “acreditar cada vez mais” na adoção de um discurso oposicionista por Campos durante o pleito do próximo ano, os membros do PSDB ainda apresentam um certo receio acerca das atitudes que possam ser tomadas pelos pessebistas em um eventual segundo turno

SÃO PAULO,SP,02.01.2014:PRÊMIO BRASILEIROS DO ANO ISTOÉ 2013 - Aécio Neves e Eduardo Campos durante Prêmio Brasileiros do Ano ISTOÉ 2013 no Citibank Hall, na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (02). (Foto: Gabriela Biló/Futu
SÃO PAULO,SP,02.01.2014:PRÊMIO BRASILEIROS DO ANO ISTOÉ 2013 - Aécio Neves e Eduardo Campos durante Prêmio Brasileiros do Ano ISTOÉ 2013 no Citibank Hall, na Avenida das Nações Unidas, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (02). (Foto: Gabriela Biló/Futu (Foto: Paulo Emílio)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Pernambuco 247 - Caso o senador e presidenciável mineiro, Aécio Neves (PSDB), não chegue ao segundo turno da disputa presidencial de 2014, a tendência do tucano é apoiar a candidatura do governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos. Entretanto, a recíproca pode não ser verdadeira, ao menos na visão do senador. De acordo com a revista Exame, apesar de “acreditar cada vez mais” na adoção de um discurso oposicionista pelo pessebista durante o pleito do próximo ano, os membros do PSDB ainda apresentam receio acerca das atitudes que possam ser tomadas pelos pessebistas no que diz respeito a um eventual segundo turno.

De acordo com o senador, as chances de vitória no próximo ano são reais, apesar das pesquisas de intenção de voto apontarem para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) ainda no primeiro turno. O parlamentar também ressaltou um dos pontos mais lembrados por Campos nos últimos anos: o índice apresentado pelo instituto Datafolha, que demonstra uma vontade de mudança por parte de 66% da população.

Segundo Aécio, o sentimento de mudança da população se origina em grande parte devido à fadiga após 12 anos de administração petista. O tucano avaliou a oposição como “bem colocada” nas pesquisas de intenção de voto até o final de 2013. De acordo com as últimas pesquisas do Instituto Datafolha, Aécio possui 19% dos votos e Campos 11%, enquanto Dilma aparece com 47% das intenções de voto.

De acordo com Aécio, a desigualdade de tempo na mídia, a força de propaganda do governo e o tempo restante até o acontecimento das eleições impedem um crescimento alto da oposição. Entretanto, segundo o parlamentar, a situação deve mudar em abril do próximo ano, prazo final para o período de desincompatibilização dos candidatos às eleições e quando as chapas devem ficar mais definidas.

Com a possibilidade de uma aliança entre o PSB e o PSDB em diversos palanques estaduais do próximo ano, Campos e Aécio podem se juntar também num segundo turno das eleições presidenciais como uma instância de oposição à candidatura para a reeleição da presidente Dilma. Aécio, entretanto, não demonstrou confiança plena por parte das atitudes dos socialistas. 

O tema já havia sido pontuado pelo deputado estadual Daniel Coelho (PSDB-PE), responsável pela organização da agenda do PSDB acerca da sustentabilidade. Durante entrevista ao Pernambuco 247, Daniel afirmou que "esse acordo [entre o PSDB e o PSB] só será realizado quando ficar claro para o PSDB que o PSB fará oposição à candidatura da presidente Dilma também no segundo turno".

O presidenciável apontou ainda a realização da Copa do Mundo no Brasil, em junho do próximo ano, como um ponto de virada para alavancar as candidaturas de oposição no Brasil. Foi durante a Copa das Confederações, em 2013, que as principais manifestações brasileiras dos últimos anos começaram a despontar. Entretanto, com a realização do evento no Brasil, a população só deverá prestar atenção no debate eleitoral entre agosto e setembro, causando, na prática, um período de campanha eleitoral relativamente curto para o avanço da oposição, que possui um montante de 30% das intenções de voto  - 17% a menos do que a presidente Dilma.

Confira aqui a matéria publicada pela Exame.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247