Aécio: há "submissão" do Congresso ao Executivo

Pré-candidato tucano à presidência em 2014 se alia ao ministro do STF Gilmar Mendes ao comentar crise entre poderes durante convenção estadual do PSDB em Minas neste sábado; "Infelizmente, apoiado por uma ampla maioria, o Poder Legislativo vem se transformando em uma extensão do Palácio do Planalto", disse o senador; segundo ele, a "enxurrada" de MPs do Executivo é que "impede o Congresso de legislar", e não o Judiciário

Aécio: há "submissão" do Congresso ao Executivo
Aécio: há "submissão" do Congresso ao Executivo

Minas 247 – O senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG) atribuiu ao poder Executivo, e não o Judiciário, a interferência na autonomia do Legislativo. Segundo ele, os peemedebistas deveriam dizer à presidente Dilma Rousseff que "o Congresso Nacional não aceita mais essa enxurrada de medidas provisórias que vem impedindo o Congresso de legislar e essa submissão absoluta da Casa hoje às vontades do poder central".

As declarações do pré-candidato do PSDB à presidência em 2014 foram dadas durante a convenção estadual do partido em Minas Gerais, neste sábado 27. No evento, o deputado federal Marcus Pestana foi reeleito presidente da legenda no Estado e Aécio foi recebido com festa e muitos aplausos pela multidão de cerca de duas mil pessoas, entre parlamentares, prefeitos, lideranças e militantes da sigla.

"Li agora cedo nos jornais que o presidente da Câmara e o presidente do Senado pretendem visitar o STF para garantir a autonomia do Poder Legislativo. Quero dizer que eles acertaram de praça, mas estão errando de prédio. Sugiro que eles atravessem a Praça dos Três Poderes, se querem mesmo garantir a autonomia do Poder Legislativo, e subam a rampa do Planalto", discursou o senador neste sábado.

A fala de Aécio sobre o embate entre os poderes é aliada à do ministro do STF Gilmar Mendes, para quem "o Executivo usurpa o Congresso". Segundo ele, é o "abuso de medidas provisórias, e não o tribunal" que pode ameaçar a autonomia do Legislativo, como criticam alguns parlamentares. A recente polêmica teve início depois que o ministro do Supremo concedeu liminar na última quarta-feira que suspendeu a proposta que limita a criação de novos partidos políticos.

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