Aécio, que destruiu a democracia, diz ser preciso salvar a política

Responsável pelo golpe de 2016, é acusado de receber R$ 9 milhões em caixa dois, para si e seus candidatos, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) agora diz ser necessário "salvar a política"; isso significa, na prática, blindar políticos que, como ele, receberam recursos de origem ilícita; Aécio foi delatado por Benedicto Júnior, número dois da Odebrecht, que disse ter doado dinheiro por fora a ele e alguns candidatos como o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG); o presidente do PSDB também foi delatado por comandar um esquema de propinas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais

26/11/2015 - Brasília - DF - O senador Aécio Neves, durante reunião da Executiva Nacional do PSDB. Foto: George Gianni/ PSDB
26/11/2015 - Brasília - DF - O senador Aécio Neves, durante reunião da Executiva Nacional do PSDB. Foto: George Gianni/ PSDB (Foto: Giuliana Miranda)
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Minas 247 - Um dos principais articuladores do golpe que destituiu a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves afirmou que é preciso salvar a política. a afirmação foi feita, no entanto, tentando salvar a própria pele, enquanto defendia a tese de que o tratamento para o caixa dois eleitoral deve ser distinto daquele para enriquecimento pessoal.

As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo. 

"'Um cara que ganhou dinheiro na Petrobras não pode ser considerado a mesma coisa que aquele que ganhou cem pratas para se eleger', continuou Aécio, em defesa da tese de que caixa dois para financiar campanhas eleitorais deve ser diferenciado do crime praticado por quem obteve recursos para enriquecer pessoalmente.

O discurso fazia eco à recente nota do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, em defesa do próprio tucano, afirmou que era importante fazer "distinções" entre quem recebeu recursos de caixa dois e quem obteve dinheiro para enriquecer.

Segundo FHC, esses são "dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais" e que o segundo método é 'crime puro e simples de corrupção'."

Aécio foi delatado por Benedicto Júnior, número dois da Odebrecht, que disse ter doado dinheiro por fora a ele e alguns candidatos como o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

O presidente do PSDB também foi delatado por comandar um esquema de propinas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais.

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