Aécio sugere que houve acordo com Eduardo

Presidenciável pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que não vai cobrar uma "recíproca na mesma moeda", ao se referir ao suposto "pacto de não agressão" firmado entre a sua legenda e o PSB do ex-governador Eduardo Campos, também pré-candidato ao Palácio do Planalto; embora o socialista não tenha assumido publicamente o acordo, tucano voltou a tocar no tema; "Da minha parte, todos os compromissos assumidos e entendimentos que eu fiz serão mantidos até o final", disse

Presidenciável pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que não vai cobrar uma "recíproca na mesma moeda", ao se referir ao suposto "pacto de não agressão" firmado entre a sua legenda e o PSB do ex-governador Eduardo Campos, também pré-candidato ao Palácio do Planalto; embora o socialista não tenha assumido publicamente o acordo, tucano voltou a tocar no tema; "Da minha parte, todos os compromissos assumidos e entendimentos que eu fiz serão mantidos até o final", disse
Presidenciável pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que não vai cobrar uma "recíproca na mesma moeda", ao se referir ao suposto "pacto de não agressão" firmado entre a sua legenda e o PSB do ex-governador Eduardo Campos, também pré-candidato ao Palácio do Planalto; embora o socialista não tenha assumido publicamente o acordo, tucano voltou a tocar no tema; "Da minha parte, todos os compromissos assumidos e entendimentos que eu fiz serão mantidos até o final", disse (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 – O senador e presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou que não vai cobrar uma "recíproca na mesma moeda", ao se referir ao suposto "pacto de não agressão" firmado entre a sua legenda e o PSB do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também pré-candidato ao Palácio do Planalto. Embora Campos não tenha assumido publicamente o acordo, o seu adversário voltou a sugerir a existência de um pacto com o socialista. "Da minha parte, todos os compromissos assumidos e entendimentos que eu fiz serão mantidos até o final", disse Aécio, nesta segunda-feira (2), no evento Estadão Corpora, do jornal O Estado de S. Paulo.

Pelo que teria sido combinado, os tucanos apoiariam o pré-candidato da legenda socialista em Pernambuco, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara, e, em troca, o PSB apoiaria o ex-ministro Pimenta da Veiga em Minas, possibilidade cada vez mais distante. "Respeitarei a posição dos meus companheiros em Pernambuco, qualquer que seja ela, até porque em momento algum permitirei que se sacrifiquem, inclusive, posições ou mandatos de companheiros que estão lá ao nosso lado", afirmou Aécio.

Não é a primeira vez que o presidenciável tucano sugere a existência de um acordo com o ex-chefe do Executivo pernambucano. Após ser questionado pela imprensa sobre a provável candidatura própria do PSB em Minas no última dia 19, durante lançamento da pré-candidatura do ex-ministro Pimenta da Veiga ao governo mineiro, Aécio foi taxativo: "Tenho visto isso pelos jornais. Como disse, da minha parte os acordos firmados serão honrados. Tem que perguntar isso para ele (Campos)".

A provável quebra do suposto pacto é consequência da posição da vice na chapa do PSB, a ex-senadora Marina Silva, que defende mais críticas de Campos ao presidenciável tucano, pois, de acordo com ela, o slogan da "nova política" adota pelo ex-governador de Pernambuco não condiz com uma aliança junto ao PSDB. A ex-ministra de Meio Ambiente deixei mais explícita o seu posicionamento após Aécio ter dito, no começo de maio, durante o Fórum Empresarial de Comandatuba (BA), que não via Eduardo como adversário.

Alguns dias depois, Marina afirmou, durante palestra na Universidade Federal de Tocantins (UFTO), que o PSDB "cheira à derrota", em referência às derrotas que os tucanos sofreram nas últimas três eleições presidenciais. As declarações da ex-ministra foram confirmadas por Campos, durante visita à Expozebu, feira pecuária em Uberaba (MG). "A análise de Marina é a visão de muitas pessoas", afirmou. "É um fato das últimas três eleições".

No evento em São Paulo, nesta segunda, Aécio disse ser um "defensor das coisas naturais na política. "Na eventualidade de uma ruptura em Minas Gerais, obviamente que vem no oposto do que é natural, o PSB em Minas participa da nossa obra de governo desde o início e ainda hoje participa do governo. Elegemos o prefeito da capital, do PSB, que participa também desse projeto político", declarou.

Em 2010, o PSB decidiu apoiar o então candidato a governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) – atualmente, o Executivo mineiro é comandado por Alberto Coelho Pinto (PP), pois o tucano desincompatibilizou do cargo para disputar o Senado. Tucanos e socialistas também se aliaram na eleição municipal de 2012, quando o PSB elegeu o prefeito Márcio Lacerda.

"Acho que qualquer candidatura eventual que surge em Minas Gerais tem uma dificuldade enorme de combater o governo do qual ele faz parte. Acho que essas coisas da vida que precisam ser explicadas, não costumam dar muito certo. Se isso acontecer, lamentarei, mas não cobrarei uma recíproca na mesma moeda", disse Aécio.

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