Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deve ser leiloado

Para cobrir rombo causado por Michel Temer nas contas públicas, governo vai leiloar o aeroporto de Congonhas, na capital paulista; a Infraero, estatal que administra aeroportos públicos, é contra o leilão, pois o aeroporto é superavitário e é o maior gerador de receitas da Infraero atualmente

congonhas
congonhas (Foto: Charles Nisz)
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247 - Nesta quarta-feira (16), o Ministério do Planejamento confirmou o leilão do aeroporto de Congonhas, dentro do pacote de concessões que o governo federal planeja fazer em 2018. A concessão vai prejudicar a Infraero, estatal que administra aeroportos públicos e que sofre com queda de receitas devido à transferência de aeroportos mais rentáveis ao setor privado.

O governo espera arrecadar R$ 5,6 bilhões com o leilão do aeroporto paulistano, num esforço para cobrir o rombo nas contas públicas. Congonhas é o aeroporto mais movimentado da Infraero. Entre janeiro e julho, recebeu 123,5 mil pousos ou decolagens, cerca de 15% do total movimentado em todos os aeroportos da Infraero. O movimento de Congonhas é mais que o dobro do registrado pelo segundo colocado, o aeroporto carioca Santos Dumont.

Congonhas é disputado por companhias aéreas e lojistas por ser o aeroporto mais utilizado para viagens de negócios. Esses passageiros costumam pagar mais pelas passagens aéreas do que aqueles que viajam a lazer. A ponte aérea (voo de Congonhas para o aeroporto Santos Dumont) é a rota nacional mais rentável. A Infraero perdeu boa parte das suas receitas com os leilões dos aeroportos de Guarulhos, o maior do país, Galeão e Brasília. Congonhas é um dos poucos aeroportos rentáveis que sobrou no quadro da estatal e o que gera maior receita.

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