Agressão a professores do Icó repercute na Assembleia

Na sessão de hoje (21), na Assembleia Legislativa, vários parlamentares se solidarizaram com os professores do município de Icé, vítimas de atos de violência policial na noite dessa segunda-feira, 19, quando protestavam, em frente à Câmara Municipal, contra o corte de salários, proposto por um um decreto da prefeita da cidade, Laís Nunes (PDT). Ontem, a presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, prestou depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) denunciando o acontecido. O fato também foi duramente repudiado por diversas organizações do movimento social e sindical que assinaram uma nota conjunta denunciando a agressão

Na sessão de hoje (21), na Assembleia Legislativa, vários parlamentares se solidarizaram com os professores do município de Icé, vítimas de atos de violência policial na noite dessa segunda-feira, 19, quando protestavam, em frente à Câmara Municipal, contra o corte de salários, proposto por um um decreto da prefeita da cidade, Laís Nunes (PDT). Ontem, a presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, prestou depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) denunciando o acontecido. O fato também foi duramente repudiado por diversas organizações do movimento social e sindical que assinaram uma nota conjunta denunciando a agressão
Na sessão de hoje (21), na Assembleia Legislativa, vários parlamentares se solidarizaram com os professores do município de Icé, vítimas de atos de violência policial na noite dessa segunda-feira, 19, quando protestavam, em frente à Câmara Municipal, contra o corte de salários, proposto por um um decreto da prefeita da cidade, Laís Nunes (PDT). Ontem, a presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, prestou depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) denunciando o acontecido. O fato também foi duramente repudiado por diversas organizações do movimento social e sindical que assinaram uma nota conjunta denunciando a agressão (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - Os atos de violência policial contra por professores e servidores de Icó na noite dessa segunda-feira, 19, que protestavam sobre corte de salários, proposto por um um decreto da prefeita da cidade, Laís Nunes (PDT), foi duramente criticado hoje, na sessão da Assembleia Legislativa, por vários parlamentares.

O fato também foi duramente repudiado por diversas organizações do movimento social e sindical que assinaram Nota Oficial denunciando a agressão. "A gestão municipal, com apoio da Polícia Militar, tratou de forma violenta e completamente desmedida os trabalhadores que, de forma pacífica, lutavam exclusivamente pelos próprios direitos. Não podemos admitir tamanha brutalidade", diz a nota.

Ontem, a presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, acompanhada de diretores da entidade e de sindicatos filiados, prestou depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) denunciando o acontecido.

O deputado Moisés Braz (PT) se solidarizou com os servidores do município de Icó, destacando que essa não é a orientação do governador Camilo Santana (PT). “ Nosso governador Camilo Santana não orientou o comando da Polícia a reprimir trabalhadores. Foi ato isolado.  O papel das polícias é dar segurança ao povo.  Essa não é a postura do Estado”, afirmou.

O deputado Renato Roseno (Psol) também se pronunciou sobre o assunto. “Me solidarizo com os professores e espero que a prefeita Laís abra uma negociação e retire essa proposta. Gostaria também que a Controladoria Geral  de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública, o Ministério Público e o secretário de Segurança do Estado tomem conhecimento desse episódio”, declarou Renato Roseno.
 
O decreto da prefeita Laís Nunes (PDT) reduz em quase 50% o salário dos profissionais. O dispositivo, assinado após o Carnaval, revoga uma lei municipal de 2014, que dá direito aos professores de ampliarem a jornada de quatro para oito horas diárias.
 
O deputado Audic Mota (MDB) a operação liderada pelo sargento Geilson Lima, que também é secretário do município, fez com que servidores passassem mal por conta da violência. Segundo o parlamentar a notícia repercutiu na imprensa cearense e fotos mostram o próprio sargento Geilson atirando em professores pelas costas. “Já havia sido feito um cordão de isolamento, porém fotografias provam que o policial intimidou os servidores, inclusive mirando a arma para a cabeça dos professores”, apontou.

O parlamentar ressaltou que enviou ofício para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, além de pedir providências à Secretaria de Segurança do Estado e à Casa Civil. “Vamos debater o assunto e cobrar providências sobre a violência e ameaças que os professores de Icó sofreram”, disse.

Em aparte, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) repudiou a ação das forças de segurança e se solidarizou com os profissionais da educação. “Espero que o nosso secretário de segurança André Costa tome rápidas providências e também espero um posicionamento da prefeita Laís Nunes sobre o ocorrido”, afirmou.

O deputado Elmano Freitas (PT) classificou como "inadmissível" a ação da Polícia contra os servidores. “Além da agressividade, houve ameaças contra dirigentes sindicais. Um policial que faz isso não pode continuar usando a farda da PM”, assinalou.

A deputada Dra. Silvana (MDB) destacou que vai à cidade para obter mais informações sobre o ocorrido. “Como presidente da Comissão de Educação da Casa, repudio esse ato de violência e convido os parlamentares que quiserem se juntar a mim para irmos a Icó conversar com os servidores”, frisou.

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