Alckmin deixa trens no mato e ao relento

Enquanto a população de São Paulo lida com a superlotação, atrasos e falhas constantes na malha ferroviária, mais de 80 vagões novinhos (o equivalente a dez composições inteiras) estão tomando poeira, sol e chuva no meio do mato em um terreno em Hortolândia; o motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede sob a administração do governo de Geraldo Alckmin (PSDB)

Enquanto a população de São Paulo lida com a superlotação, atrasos e falhas constantes na malha ferroviária, mais de 80 vagões novinhos (o equivalente a dez composições inteiras) estão tomando poeira, sol e chuva no meio do mato em um terreno em Hortolândia; o motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede sob a administração do governo de Geraldo Alckmin (PSDB)
Enquanto a população de São Paulo lida com a superlotação, atrasos e falhas constantes na malha ferroviária, mais de 80 vagões novinhos (o equivalente a dez composições inteiras) estão tomando poeira, sol e chuva no meio do mato em um terreno em Hortolândia; o motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede sob a administração do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 -  A110 km da capital paulista, vagões novos, já pintados com o símbolo da companhia, acumulam poeira e tomam sol e chuva no pátio da fábrica.

São cerca de 80 vagões (o equivalente a dez trens inteiros). Eles estão espalhados pelo terreno e galpão da espanhola CAF, a fabricante, na cidade de Hortolândia –a reportagem da Folha sobrevoou o local nesta semana. O motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede sob a administração do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

São duas as empresas fornecedoras de novos trens: a CAF e a coreana Hyundai. Por contrato, cada uma delas tem direito a apenas quatro espaços de cada vez para testes nos trilhos da estatal. Sendo assim, qualquer atraso vira um entrave para toda produção.

Alckmin chegou a anunciar que os trens demorariam somente um mês para serem testados. Desde maio, porém, a espera tem sido de dois meses, em média. Nesse ritmo, todos os 47 trens (quase 400 vagões) que ainda restam ser entregues só chegariam à população em 2019, três anos após a previsão inicial.

O governo do Estado diz que, se as fabricantes solucionarem os defeitos encontrados pelos engenheiros da CPTM na hora dos testes, a liberação seria agilizada –cabe à estatal aprovar os trens. Uma solução seria a ampliação do número de trilhos da CPTM dedicados aos testes, atualmente entre as estações Lapa e Presidente Altino. Mas, para a estatal, essa medida implicaria em novo prejuízo ao já complicado tráfego.

As informações são de reportagem de Fabricio Lobel na Folha de S.Paulo.

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