Alckmin está no volume morto, aponta Fernando Brito

"Sem Lula e ainda sem um candidato que o represente claramente, Alckmin não vai além de um modesto empate técnico com o candidato dos fascistas e com Marina Silva. Talvez um empate quádruplo, caso Joaquim Barbosa se lance candidato. São sinais de um desastre sem precedentes para o PSDB em seu ninho, maior até que o que sofrerá em Minas, caso venha mesmo a lançar Aécio Neves como candidato ao Senado", diz o editor do Tijolaço

Alckmin durante reunião de governadores no Palácio do Planalto 22/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Alckmin durante reunião de governadores no Palácio do Planalto 22/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)
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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço A Folha divulgou agora à tarde o recorte paulista da pesquisa presidencial realizada na semana passada.

Geraldo Alckmin amarga um precário terceiro lugar nas intenções de voto com Lula na disputa, com 13 pontos, abaixo de Jair Bolsonaro (14%) e de Lula (20%). Convém lembrar, para comparação, que concorrendo a presidente em 2006, teve, no 1° turno, 54,2% dos votos, contra 36,8 de Lula.

Sem Lula e ainda sem um candidato que o represente claramente, Alckmin não vai além de um modesto empate técnico com o candidato dos fascistas e com Marina Silva. Talvez um empate quádruplo, caso Joaquim Barbosa se lance candidato.

São sinais de um desastre sem precedentes para o PSDB em seu ninho, maior até que o que sofrerá em Minas, caso venha mesmo a lançar Aécio Neves como candidato ao Senado.

Ninguém pode, claro, adivinhar os desdobramentos de um processo eleitoral assim, tão em aberto.

Ou melhor, tão fechado, porque está sufocado pela ação absurda de um Judiciário que  desmontou as forças partidárias que, há 24 anos (desde 1994), disputavam a hegemonia política do país e o fizeram sem que nenhuma corrente política surgisse com expressão, exceto o nazifascismo tupiniquim.

A Folha está de posse dos resultados das perguntas feitas sobre os candidatos ao Governo de São Paulo. E, se quiser, pode fazer o cruzamento entre os eleitores de João Dória e as opções por Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin.

É bom Alckmin já ir se acostumando com a ideia de que criou um monstrinho.

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