Alckmin: Haddad terá 'todo o apoio' para cumprir metas

Durante conversa com jornalistas na zona sul da cidade, o governador de São Paulo afirmou que está à disposição para ajudar no cumprimento do Plano de Metas da gestão municipal, apresentado na última terça-feira pelo prefeito Fernando Haddad; "No que depender de mim, terá todo o apoio", disse o tucano

Alckmin: Haddad terá 'todo o apoio' para cumprir metas
Alckmin: Haddad terá 'todo o apoio' para cumprir metas (Foto: Leo Martins/Frame)
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Raimundo Oliveira, da Rede Brasil Atual

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu nesta quinta-feira (28) reforçar o clima de cordialidade que tem mantido com o petista Fernando Haddad, prefeito da capital. Durante conversa com jornalistas na zona sul da cidade, o tucano afirmou que está à disposição para ajudar no cumprimento do Plano de Metas da gestão municipal, apresentado na última terça-feira. "No que depender de mim, terá todo o apoio", disse Alckmin, após participar de cerimônia de entrega de unidades habitacionais na Vila Andrade ao lado de representantes da prefeitura.

As moradias foram construídas em parceria entre município, estado e governo federal. A agenda inicial do prefeito previa a participação no ato, mas depois o compromisso foi desmarcado. Desde que iniciou a gestão, em janeiro, o petista tem mantido uma agenda de colaboração com o governador, e em algumas ocasiões os dois trocaram elogios e pregaram que as diferenças partidárias sejam deixadas de lado. Até agora, sete protocolos de parceria foram firmados entre os dois, que designaram o secretário municipal de Governo, Antônio Donato, e o secretário estadual da Casa Civil, Edson Aparecido, para que coordenem o grupo responsável pela análise de áreas nas quais podem ser firmados convênios.

Esta semana, Haddad teve de intervir para interromper a repressão a moradores de um terreno que sofreu ação de reintegração de posse na zona leste. O prefeito telefonou ao governador afirmando que declararia aquela área de utilidade pública, garantindo o direito de 700 famílias, o que levou o Tribunal de Justiça a determinar a interrupção da operação.

Na próxima semana, diz o prefeito, serão fechadas parcerias com o governo federal, uma de suas apostas para garantir o cumprimento do plano de governo. Esta semana, Haddad afirmou que precisa de R$ 23 bilhões para dar conta das metas estipuladas por sua equipe, mas tem apenas R$ 12 bilhões previstos em caixa até 2016. Uma parte dos recursos adicionais poderia vir da renegociação da dívida, matéria em tramitação no Congresso, mas a maior fatia caberia aos acordos com o governo federal.

O petista espera captar R$ 4 bilhões da União apenas com o Minha Casa, Minha Vida, projeto indicado como responsável pela construção de 55 mil moradias até o final do mandato. Essa decisão foi oficializada hoje pelo secretário de Habitação, José Floriano de Azevedo Marques Neto, que compareceu ao evento com Alckmin – inicialmente, o próprio Haddad estaria presente, mas cancelou a agenda de última hora.

De acordo com o secretário, a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) ficará responsável apenas por dar retaguarda e acompanhar os contratos do Minha Casa, Minha Vida. "A Cohab tem uma equipe muito boa, que vai atuar no planejamento e na fiscalização das obras", afirmou. De acordo com ele, a orientação de Haddad é diminuir a dependência do tesouro municipal para ampliar e acelerar as obras de moradia.

O prefeito, durante lançamento do Plano de Metas, na terça-feira (26), chegou a afirmar que a Cohab estava ultrapassada. "Durante 30 anos a Cohab construiu cerca de 100 mil unidades habitacionais", argumentou, ao justificar a colocação do Minha Casa, Minha Vida como executor das obras de 55 mil unidades.

Segundo Haddad, desde o lançamento do Minha Casa, Minha Vida a cidade poderia ter construído muito mais unidades caso tivesse apostado no programa federal. A cidade deveria responder por pelo menos 5% do 1 milhão de unidades licitadas, segundo as contas do prefeito.

O secretário de Habitação afirmou hoje que a prefeitura está criando o programa chamado Casa Paulistana, que vai servir à parceria com o governo do estado. Segundo o secretário, o município vai entrar com R$ 20 mil para a construção de cada unidade, mesmo valor desembolsado pelo governo estadual, frente a R$ 76 mil do governo federal. Por meio dessa parceria, a administração municipal e o governo paulista já anunciaram a construção de 20 mil unidades na região central.

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