Alckmin não diz como vai pagar professores em greve

Governador minimizou nesta sexta-feira, 8, a decisão da Justiça paulista que considerou ilegais os descontos de até 50% na folha de pagamento dos professores da rede estadual, que estão em greve há 55 dias; segundo ele, a Procuradoria-Geral do Estado avalia o caso para entrar com recurso

O Governador Geraldo Alckmin, participa de Assinatura de Convenios de saneamento com cinco municípios. Data: 07/05/2015. Local: São Paulo/SP. 
Foto: Du Amorim/A2 FOTOGRAFIA
O Governador Geraldo Alckmin, participa de Assinatura de Convenios de saneamento com cinco municípios. Data: 07/05/2015. Local: São Paulo/SP. Foto: Du Amorim/A2 FOTOGRAFIA (Foto: Aquiles Lins)
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SP 247 - O governador minimizou nesta sexta-feira, 8, a decisão da Justiça paulista que considerou ilegais os descontos na folha de pagamento dos professores em greve da rede estadual. Ao ser questionado sobre a decisão judicial, o governador se limitou a dizer que a Procuradoria-Geral do Estado avalia o caso para entrar com recurso.

Os professores da rede estadual, que estão em greve há 55 dias, tiveram até 50% de desconto no holerite deste mês. Ao ser perguntado novamente como a determinação da Justiça seria cumprida, ele apenas apresentou números do governo que mostram uma baixa adesão dos professores à greve.

"Ontem (quinta-feira, 7), nós tivemos 1,3% de faltas pela manhã e 2,6% à tarde. A ausência de professores está menor do que fora da greve. Em média, o número de faltas varia de 2,5% a 3%. Isso fala por si próprio", afirmou o governador.

De acordo com a decisão da juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara de Fazenda Pública, a greve é um direito previsto pela Constituição Federal e que, "até que haja solução sobre a legalidade ou não do movimento", o desconto salarial pelos dias de paralisação e corte de ponto é "prematuro". A decisão liminar ainda estipula multa de R$ 5 mil por cada dia de descumprimento.

Nesta quarta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu o corte de salário. "Governo não faz o que quer, não tem essa liberalidade. Se (o professor) dá aula, tem frequência; se não dá aula, não tem frequência. Como vai dar frequência para quem não dá aula? Isso é prevaricação", afirmou.

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