Alckmin pede a Moro documentos da Omertà que citam obras em SP

O governador Geraldo Alckmin pediu ao juiz Sérgio Moro cópias de todos os documentos e e-mails da Odebrecht utilizados na Operação Omertà (35ª fase da Lava Jato); pedido é feito depois da divulgação de e-mails do 'departamento de propina' da empreiteira que citam repasses de dinheiro a codinomes supostamente ligados a obras no Estado de São Paulo; as anotações resgatadas pelos investigadores da Omertà citam obras do metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU)

O governador Geraldo Alckmin pediu ao juiz Sérgio Moro cópias de todos os documentos e e-mails da Odebrecht utilizados na Operação Omertà (35ª fase da Lava Jato); pedido é feito depois da divulgação de e-mails do 'departamento de propina' da empreiteira que citam repasses de dinheiro a codinomes supostamente ligados a obras no Estado de São Paulo; as anotações resgatadas pelos investigadores da Omertà citam obras do metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU)
O governador Geraldo Alckmin pediu ao juiz Sérgio Moro cópias de todos os documentos e e-mails da Odebrecht utilizados na Operação Omertà (35ª fase da Lava Jato); pedido é feito depois da divulgação de e-mails do 'departamento de propina' da empreiteira que citam repasses de dinheiro a codinomes supostamente ligados a obras no Estado de São Paulo; as anotações resgatadas pelos investigadores da Omertà citam obras do metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) (Foto: Romulo Faro)

SP 247 - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu ao juiz federal Sérgio Moro (responsável pela condução da Operação Lava Jato), de Curitiba, cópias de todos os documentos e e-mails da Odebrecht utilizados na Operação Omertà (35ª fase da Lava Jato). Pedido é feito depois da divulgação de e-mails do 'departamento de propina' da empreiteira que citam repasses de dinheiro a codinomes supostamente ligados a obras no Estado de São Paulo.

Essas anotações resgatadas pelos investigadores da Omertà citam obras do metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Autora do pedido, a Corregedoria-Geral da Administração de SP é o órgão do Estado que detém poderes para investigar na esfera administrativa suspeitas de irregularidades envolvendo servidores públicos estaduais, que podem ser punidos se ficarem comprovados os crimes.

A Operação Omertà prendeu o ex-ministro Antônio Palocci. A Polícia Federal suspeita que ele era o elo do PT com a empreiteira. Ele teria captado R$ 128 milhões em propinas. Seu advogado, o criminalista José Roberto Batochio, nega.

Em meio às correspondências eletrônicas capturadas pelos investigadores da Omertà, há citação a empreendimentos em São Paulo. A Corregedoria de Alckmin instaurou procedimento correcional para apurar eventuais irregularidades, no dia 26 de setembro. O pedido foi encaminhado no dia 30 de setembro ao juiz Moro pelo presidente da CGA, Ivan Francisco Pereira Agostinho. O juiz da Lava Jato recebeu o pedido nesta sexta-feira (7), e ainda não decidiu sobre o caso.

No dia 27 de setembro, o jornal O Estado de São Paulo divulgou a sequência de e-mails de executivos da Odebrecht com pedidos de pagamentos de porcentagens referentes às obras das linhas 2 (Verde) e 4 (Amarela) do Metrô de São Paulo destinados a codinomes.

Nas mensagens, também há referência a pagamentos "relacionados a EMTU" em e-mail entre os executivos da empreiteira em 2006. O material faz parte do conjunto de 32 mensagens da empreiteira que, segundo a PF, fazem referências a 'pagamentos indevidos'. Questionada pela reportagem, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos não informou os valores dos contratos com a Odebrecht nas duas linhas.

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