Alckmin quer desviar rio para abastecer SP e população local protesta

A transposição do Rio Itapanhau em Bertioga, no litoral de São Paulo, é um projeto do governo estadual, para desviar água em direção a capital; o plano é levar água na bacia do Itapanhu, que reúne os rios Sertãozinho e Itapanhu, para o reservatório de Biritiba Mirim, que integra o sistema Alto Tietê; o avanço da intenção de transposição revoltou a população local, que realizou neste final de semana um ato contrário a obra

A transposição do Rio Itapanhau em Bertioga, no litoral de São Paulo, é um projeto do governo estadual, para desviar água em direção a capital; o plano é levar água na bacia do Itapanhu, que reúne os rios Sertãozinho e Itapanhu, para o reservatório de Biritiba Mirim, que integra o sistema Alto Tietê; o avanço da intenção de transposição revoltou a população local, que realizou neste final de semana um ato contrário a obra
A transposição do Rio Itapanhau em Bertioga, no litoral de São Paulo, é um projeto do governo estadual, para desviar água em direção a capital; o plano é levar água na bacia do Itapanhu, que reúne os rios Sertãozinho e Itapanhu, para o reservatório de Biritiba Mirim, que integra o sistema Alto Tietê; o avanço da intenção de transposição revoltou a população local, que realizou neste final de semana um ato contrário a obra (Foto: Charles Nisz)

Mídia Ninja - A transposição do Rio Itapanhau em Bertioga, no litoral de São Paulo, é um projeto do governo do Estado de São Paulo, idealizado para desviar água em direção a capital paulista. O plano é levar água na bacia do Itapanhu, que reúne os rios Sertãozinho e Itapanhu, para o reservatório de Biritiba Mirim, que integra o sistema Alto Tietê.

O avanço da intenção de transposição revoltou a população local, que realizou neste final de semana um ato contrário a obra.

“O problema é que a falta gestão da SABESP, com recursos disponíveis como a represa Billings e com as perdas resultante de vazamentos de água tratada, gera a crise no abastecimento. Mexer em outro rio, sem estudos prévios pode ser perigoso”, conta Ícaro Camargo, um dos organizadores do ato.

Ícaro aponta que não há clareza do impacto que uma obra de tal porte pode causar no ecossistema. “Mudar a vazão de uma bacia que está em contato com o canal de Santos, que tem influência de maré, pode tornar sua água mais salgada. Isso altera todo o ecossistema do rio, além do fato que Riviera de São Lourenço e Bertioga captam diretamente do rio para o abastecimento local, e a alteração da vazão de água doce pode prejudicar uma comunidade inteira.”

Mais de mil pessoas participaram da ação, que cruzou a cidade por terra e por água pedindo “Não a transposição” dias depois da CODEMA revogar a autorização para licenciamento da obra, concedido em 2016. Além da mobilização da sociedade civil, prefeitos e vereadores, além da comunidade indígena participaram do ato e seguem em acompanhamento também jurídico da ação de licenciamento ambiental.


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