Alckmin rechaça golpe de FHC e pede serenidade

Um dia depois de tucanos como os senadores Aloysio Nunes e Cássio Cunha Lima abraçarem oficialmente o golpe e o discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao pedirem a renúncia da presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu nesta terça-feira 18 uma declaração pedindo ao PSDB cautela com a tese do impeachment e defendeu que é preciso “aguardar os fatos e os desdobramentos das investigações” no TCU contra Dilma; “Se surgir uma proposta de impeachment, o partido tem o dever de analisar e votar. Hoje não existe uma proposta”, afirmou; ele evitou comentar a fala de FHC pela renúncia, mas avaliou que isso é “algo muito pessoal”

Um dia depois de tucanos como os senadores Aloysio Nunes e Cássio Cunha Lima abraçarem oficialmente o golpe e o discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao pedirem a renúncia da presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu nesta terça-feira 18 uma declaração pedindo ao PSDB cautela com a tese do impeachment e defendeu que é preciso “aguardar os fatos e os desdobramentos das investigações” no TCU contra Dilma; “Se surgir uma proposta de impeachment, o partido tem o dever de analisar e votar. Hoje não existe uma proposta”, afirmou; ele evitou comentar a fala de FHC pela renúncia, mas avaliou que isso é “algo muito pessoal”
Um dia depois de tucanos como os senadores Aloysio Nunes e Cássio Cunha Lima abraçarem oficialmente o golpe e o discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao pedirem a renúncia da presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu nesta terça-feira 18 uma declaração pedindo ao PSDB cautela com a tese do impeachment e defendeu que é preciso “aguardar os fatos e os desdobramentos das investigações” no TCU contra Dilma; “Se surgir uma proposta de impeachment, o partido tem o dever de analisar e votar. Hoje não existe uma proposta”, afirmou; ele evitou comentar a fala de FHC pela renúncia, mas avaliou que isso é “algo muito pessoal” (Foto: Gisele Federicce)
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SP 247 – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez declarações nesta terça-feira 18 na linha da cautela a respeito da tese do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, um dia depois de tucanos como os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) terem abraçado oficialmente o golpe contra a democracia, ao pedirem a renúncia de Dilma.

"Se surgir uma proposta de impeachment, o partido tem o dever de analisar e votar. Hoje não existe uma proposta. Que você tem uma crise de governabilidade no país, isso é fato real. Agora, tem trâmites que devem ser seguidos. Você vai fazer um impeachment baseado num parecer do TCU? Mas ninguém conhece ainda esse parecer. Então acho que nós devemos aguardar os fatos e os desdobramentos das investigações em curso", declarou Alckmin.

Pré-candidato à presidência da República, o governador paulista faz parte de uma ala tucana mais moderada, que defende que Dilma cumpra seu mandato até o fim, em 2018. Ontem, ele foi chamado para uma conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), seu provável adversário na próxima disputa ao Planalto. FHC, que também pediu a renúncia de Dilma como um "gesto de grandeza" nesta segunda, queria que os dois alinhassem seus discursos.

A fala de Alckmin nesta terça dá a linha de que ele pretende manter seu discurso contra o golpe, que não lhe interessa. O governador evitou comentar a declaração de FHC, que mudou de tom ao pedir a renúncia e chegou a causar surpresa em alguns tucanos. Para Alckmin, renúncia é "algo muito pessoal".

Segundo ele, o PSDB deve focar nas investigações das contas do governo Dilma de 2014, que correm no Tribunal de Contas da União (TCU), antes de pedir a saída da presidente. "O PSDB é um partido de oposição. Nós temos que ter o foco nas investigações", declarou.

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