Alckmin terá um de seus principais aliados no controle da Alesp

A escolha de um dos nomes mais leais ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado estadual Cauê Macris (PSDB,) para a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo, prevista para quarta-feira (15), deixará a casa sob influência ainda maior do executivo estadual; Macris é da ala mais alckmista da bancada do PSDB e foi um dos primeiros a aderir ao nome de João Doria como candidato à Prefeitura de São Paul

Caue Macris
Caue Macris (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - A eleição do deputado estadual Cauê Macris (PSDB) para a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo, prevista para quarta-feira (15), coloca a Casa debaixo da asa de Geraldo Alckmin. Não que o Parlamento já não se aninhasse sob o governador. Tucanos ocupam o posto ininterruptamente desde 2007. Macris, porém, é um dos mais leais ao governador, herança do relacionamento de Alckmin com seu pai, o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), que presidiu a Assembleia de 1999 a 2001.

As informações são de reportagem de Gabriela Sá Pessoa e Reynaldo Turollo Jr na Folha de S.Paulo

"Atual líder do governo na Assembleia, Macris, 33, costuma dizer que um dos papéis principais do Parlamento é representar os anseios das bases dos deputados, mais que fiscalizar o Executivo.

Para aliados, Macris se saiu bem ao conseguir votar e aprovar todos os projetos de interesse do Bandeirantes em 2016 –feito de que ele se orgulha. Sobretudo num período de recessão, com cortes de emendas de parlamentares.

A aliados tem dito que é contrário à criação de cargos na Assembleia e à incorporação da 3ª e da 4ª Secretarias à Mesa Diretora –proposta defendida pela base que poderia gerar novos cargos.

Nesse ponto, ele se difere do atual presidente, Fernando Capez, que implantou mais de 50 cargos comissionados. Na avaliação de colegas, Capez pensa mais no Parlamento. Macris, no governo.

Macris é da ala mais alckmista da bancada do PSDB. Já Capez é visto como um estranho no ninho. As divisões ficaram claras em 2016, quando vieram à tona as suspeitas de desvios na merenda escolar."

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