Alckmin vai reduzir repasses da nota paulista

O governo de São Paulo vai mudar o repasse de recursos da nota fiscal paulista para os consumidores, que passarão a receber apenas 40% dos créditos gerados com o programa; os restantes 60% serão destinados a organizações não governamentais; antes, ONGs e consumidores dividiam o mesmo bolo, sendo o valor destinado a cada um proporcional ao número de notas pedidas

Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - O governo de São Paulo passará a destinar a maior parte dos créditos oriundos da Nota Fiscal Paulista a ONGs, reduzindo a fatia devolvida aos contribuintes. Pelas novas regras, que serão anunciadas nesta quinta-feira (9), as instituições ficarão com 60% dos créditos gerados pelo programa, e os contribuintes, com 40%.vPor exemplo: caso um restaurante gere R$ 1.000 em impostos para devolver, R$ 600 serão divididos entre as ONGs que receberam doações de notas oriundas do estabelecimento, e R$ 400, entre consumidores que incluíram CPFs nas notas.

As informações são de reportagem de Felipe Oliveira na Folha de S.Paulo.

"Antes, ONGs e consumidores dividiam o mesmo bolo, sendo o valor destinado a cada um proporcional ao número de notas pedidas.

Além disso, o governo vai criar cinco faixas de devolução de imposto, que vão de zero a 30%, dependendo do tipo de estabelecimento.

Aqueles em que o governo julga que a maioria já pede a nota darão menos crédito, e aqueles em que não existe o hábito, mais. Hoje todos os estabelecimentos devolvem 20% do ICMS recolhido.

Segundo Carlos Ruggieri, coordenador da Nota Fiscal Paulista, o governo entende que o impacto do programa para diminuir a sonegação vem caindo com o tempo.

As mudanças viriam como forma de reforçá-lo onde ainda é necessário e diminuí-lo nos estabelecimentos em que já cumpriu o seu papel."

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