Alunos da USP protestam contra reforma escolar

Uma manifestação organizada por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) bloqueia o cruzamento da Avenida Vital Brasil e Rua do Alvarenga, na zona oeste da capital paulista; o grupo, de aproximadamente 100 pessoas, protesta contra a reorganização escolar promovida no ensino básico estadual, que levará ao fechamento de 93 escolas

Uma manifestação organizada por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) bloqueia o cruzamento da Avenida Vital Brasil e Rua do Alvarenga, na zona oeste da capital paulista; o grupo, de aproximadamente 100 pessoas, protesta contra a reorganização escolar promovida no ensino básico estadual, que levará ao fechamento de 93 escolas
Uma manifestação organizada por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) bloqueia o cruzamento da Avenida Vital Brasil e Rua do Alvarenga, na zona oeste da capital paulista; o grupo, de aproximadamente 100 pessoas, protesta contra a reorganização escolar promovida no ensino básico estadual, que levará ao fechamento de 93 escolas (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

Uma manifestação organizada por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) bloqueia o cruzamento da Avenida Vital Brasil e Rua do Alvarenga, na zona oeste da capital paulista. O grupo, de aproximadamente 100 pessoas, protesta contra a reorganização escolar promovida no ensino básico estadual, que levará ao fechamento de 93 escolas.

A Polícia Militar, que acompanha a manifestação, tentou negociar a liberação de uma faixa para o trânsito, mas os estudantes recusaram e seguiram com o protesto. Flávia Toledo, estudante da USP e diretora do Centro Acadêmico de Letras, explica que os universitários devem se unir aos secundaristas de escolas próximas.

"Tomando como base o dia de ontem (3), que foi um massacre da Polícia Militar, diversos estudantes foram reprimidos. Então, a gente vai se articular com os atos nas outras escolas", diz a aluna. Ontem, o protesto dos alunos foi reprimido com o uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Flávia conta que os estudantes de licenciatura da USP estão preocupados com o futuro profissional. "Diversos estudantes da letras querem ser professores da rede estadual, então defender a educação, que é um princípio básico, é também defender os nossos empregos. Há também o fato de que a universidade está sendo desmontada pelo governo estadual. O projeto de reorganização escolar é o mesmo de reestruturação da universidade, o que, na verdade, é a mesma precarização da educação".

O Ministério Público do Estado de São Paulo entrou com pedido de suspensão da reorganização escolar. Segundo o MP, a Justiça deverá se manifestar em até 72 horas sobre a ação. Para o MP, o governo do estado não respeitou os princípios da legalidade e da publicidade na administração pública. "Repentinamente, vem uma decisão ao final do ano que aqueles alunos vão para outro lugar, para outra escola, em uma organização, isso traz surpresa, não houve transparência", disse nessa quinta-feira o promotor Eduardo Dias Ferreira, um dos autores da ação, à Agência Brasil.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247