AMB repudia ação do CNJ contra juiz que bloqueou WhatsApp

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudiou, em nota, o que considerou como "grave atentado à independência judicial" do juiz Marcel Maia Montalvão, de Sergipe, que decidiu pela suspensão do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, na última segunda (2); "Os atos atentatórios à independência judicial se materializaram com representações na Corregedoria Geral de Justiça do Estado– proposta por um advogado e imediatamente arquivada – e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encaminhada pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly com a pretensão de enquadrar o magistrado na Lei de Segurança Nacional", diz o texto da AMB

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudiou, em nota, o que considerou como "grave atentado à independência judicial" do juiz Marcel Maia Montalvão, de Sergipe, que decidiu pela suspensão do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, na última segunda (2); "Os atos atentatórios à independência judicial se materializaram com representações na Corregedoria Geral de Justiça do Estado– proposta por um advogado e imediatamente arquivada – e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encaminhada pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly com a pretensão de enquadrar o magistrado na Lei de Segurança Nacional", diz o texto da AMB
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudiou, em nota, o que considerou como "grave atentado à independência judicial" do juiz Marcel Maia Montalvão, de Sergipe, que decidiu pela suspensão do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, na última segunda (2); "Os atos atentatórios à independência judicial se materializaram com representações na Corregedoria Geral de Justiça do Estado– proposta por um advogado e imediatamente arquivada – e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encaminhada pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly com a pretensão de enquadrar o magistrado na Lei de Segurança Nacional", diz o texto da AMB (Foto: Valter Lima)
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Sergipe 247 - A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudiou, em nota, o que considerou como "grave atentado à independência judicial" do juiz Marcel Maia Montalvão, de Sergipe, que decidiu pela suspensão do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, na última segunda-feira (2). "Os atos atentatórios à independência judicial se materializaram com representações na Corregedoria Geral de Justiça do Estado– proposta por um advogado e imediatamente arquivada – e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encaminhada pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly com a pretensão de enquadrar o magistrado na Lei de Segurança Nacional", diz o texto da AMB.

"A precária dimensão republicana dos agentes promotores das representações enseja a imediata ação institucional da AMB para questionar as condutas desviantes dos agentes nas instâncias competentes. O que de mais nobre pode ter um magistrado é exatamente a autonomia na apreciação das demandas que lhe são postas, de tal maneira que a AMB condena veementemente a tentativa de intimidação ao livre exercício de suas funções. É inaceitável que os órgãos de controle sejam manejados de forma a atentar contra a autonomia judicial, instrumento indispensável para o exercício da jurisdição e o cumprimento da missão dos juízes de entregar à sociedade o que é de direito", ressalta a associação.

Na nota, a AMB ainda diz que "o juiz adotou de forma exaustiva e fundamentada as providências que entendeu necessárias em busca dos fatos, objeto da investigação em processo criminal por tráfico de entorpecentes, mediante solicitação da autoridade policial competente e de acordo com parecer do Ministério Público, somente lançando mão da suspensão do aplicativo após o insucesso das demais medidas".

O texto ainda ataca o Facebook, proprietário do aplicativo. "Empresas, sejam quais forem e onde estiverem, possuem função social e não podem criar ambientes virtuais que incentivem ou acobertem práticas criminosas. Essas empresas devem propiciar instrumentos tecnológicos para que a lei seja cumprida e não o contrário. Da mesma forma, é inadmissível, nesta quadra histórica de consolidação democrática, que a magistratura não tenha a liberdade de exercer a jurisdição com independência, especialmente quando enfrenta o crime organizado", completa.

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