'Ameaçado', Argôlo avalia fazer delação

Após suposta ameaça contra sua família, o ex-­deputado Luiz Argôlo já pensa em fazer delação premiada; os advogados de defesa do baiano já tiveram uma conversa preliminar com o Ministério Público Federal, e os procuradores teriam demonstrado interesse em ouvi-lo; segundo o advogado Sidney Rocha Peixoto, Argôlo tomou a decisão após ouvir o relato do publicitário Aricarlos Nascimento, de que recebeu ameaça destinada a seu cliente feita pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP­-BA); "Ele me disse que se o Luiz ficasse pianinho, quietinho e não entregasse ninguém, assim que ele saísse de Curitiba seria ajudado para ter um retorno breve à vida política. Mas, se ele não fizesse, já sabia qual era o destino de delator", disse Aricarlos

Após suposta ameaça contra sua família, o ex-­deputado Luiz Argôlo já pensa em fazer delação premiada; os advogados de defesa do baiano já tiveram uma conversa preliminar com o Ministério Público Federal, e os procuradores teriam demonstrado interesse em ouvi-lo; segundo o advogado Sidney Rocha Peixoto, Argôlo tomou a decisão após ouvir o relato do publicitário Aricarlos Nascimento, de que recebeu ameaça destinada a seu cliente feita pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP­-BA); "Ele me disse que se o Luiz ficasse pianinho, quietinho e não entregasse ninguém, assim que ele saísse de Curitiba seria ajudado para ter um retorno breve à vida política. Mas, se ele não fizesse, já sabia qual era o destino de delator", disse Aricarlos
Após suposta ameaça contra sua família, o ex-­deputado Luiz Argôlo já pensa em fazer delação premiada; os advogados de defesa do baiano já tiveram uma conversa preliminar com o Ministério Público Federal, e os procuradores teriam demonstrado interesse em ouvi-lo; segundo o advogado Sidney Rocha Peixoto, Argôlo tomou a decisão após ouvir o relato do publicitário Aricarlos Nascimento, de que recebeu ameaça destinada a seu cliente feita pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP­-BA); "Ele me disse que se o Luiz ficasse pianinho, quietinho e não entregasse ninguém, assim que ele saísse de Curitiba seria ajudado para ter um retorno breve à vida política. Mas, se ele não fizesse, já sabia qual era o destino de delator", disse Aricarlos (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - Após suposta ameaça contra sua família, o ex-­deputado federal baiano Luiz Argôlo já pensa em fazer delação premiada. Ele está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba por envolvimento na Operação Lava Jato, que apura esquema de propina em contratos de empreiteiras com a Petrobras.

De acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, os advogados de defesa do ex-­parlamentar já teve uma conversa preliminar com o Ministério Público Federal na semana passada. Os procuradores teriam demonstrado interesse em ouvi-lo.

Segundo o advogado Sidney Rocha Peixoto, Argôlo tomou a decisão após ouvir o relato do publicitário Aricarlos Nascimento, que trabalhou em suas campanhas, de que recebeu ameaça destinada a seu cliente feita pelo deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP­). 

"Ele me disse que se o Luiz ficasse pianinho, quietinho e não entregasse ninguém, assim que ele saísse de Curitiba seria ajudado para ter um retorno breve à vida política. Mas, se ele não fizesse, já sabia qual era o destino de delator", disse Aricarlos.

No depoimento, o advogado de Argôlo pediu mais detalhes à testemunha sobre "o destino de delator", no diálogo com Mário Negromonte Júnior. "[Ele] disse isso, que delator tinha família, tinha mãe, tinha pai, e depois quando aconteciam as coisas, não sabia por quê", relatou Nascimento.

Mário Negromonte Júnior é filho do ex-ministro das Cidades e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia Mário Negromonte, que também é citado na Lava Jato. Negromonte também já foi presidente do PP e já chegou a ser apontado por Alberto Yousseff como um dos maiores beneficiários do esquema de corrupção.

Segundo o advogado, Luiz Argôlo "ficou muito abalado" com a ameaça. "Ele levou a sério. Ficou muito mexido, porque tem dois filhos pequenos, uma esposa", disse peixoto à Folha.

Ele diz ainda que o ex-deputado está "relutante" em admitir crimes numa eventual delação, mas diz que pode apontar quem participava do esquema. "Ele não tem o que confessar, mas tem informações do tipo 'eu não participei, mas sei como funcionava'".

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