Ana Amélia alerta para protecionismo argentino

Após o anúncio da redução em até 27,5% de todas as importações de automóveis e veículos leves pelo governo da Argentina, a senadora pelo PT-RS disse que medida afeta diretamente as unidades industriais que fabricam e montam automóveis no Brasil, devendo elevar o déficit do setor industrial do Brasil que poderá chegar a US$ 8 bilhões em 2013; "Só de veículos de passageiros, 60% do que a Argentina importa são comprados do Brasil", afirmou 

Senadora Ana Amélia (PP-RS) volta a criticar a política de comercio exterior da Argentina
Senadora Ana Amélia (PP-RS) volta a criticar a política de comercio exterior da Argentina (Foto: Leonardo Lucena)
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Agência Senado - A senadora Ana Amélia (PP-RS) voltou a criticar a política de comércio exterior da Argentina, lamentando a imposição de novas barreiras ao comércio com o Brasil, com o anúncio da redução em até 27,5% de todas as importações de automóveis e veículos leves.

Na avaliação da senadora, a medida adotada pelo país vizinho, afeta diretamente as unidades industriais que fabricam e montam automóveis no Brasil, devendo elevar o déficit do setor industrial do Brasil que poderá chegar a US$ 8 bilhões em 2013.

– Não tenho dúvidas de que o Brasil, principal exportador de carros e peças para o mercado vizinho, é, atualmente, o país que mais perde com mais essa decisão da Argentina. Só de veículos de passageiros, 60% do que a Argentina importa são comprados do Brasil. Além disso, é importante observar que os números são muito expressivos: 87% de todo o valor agregado com todas as exportações de veículos, neste ano, tiveram origem no mercado argentino – disse.

A senadora acredita que o governo brasileiro precisa aproveitar que a atual política comum bilateral expira no dia 30 de junho de 2014 para adotar, o quanto antes, políticas mais efetivas de resultados e imediatas que permitam o pleno desenvolvimento da indústria nacional, sobretudo a automobilística, com a continuidade das exportações, a redução das barreiras ao comércio e negociações efetivas que resultem em solução dessas controvérsias.

– É preciso encarar corajosamente os problemas com a Argentina e buscar resultados viáveis e reais – afirmou.

Ana Amélia informou que o assunto voltará a ser debatido pelos senadores. Uma nova audiência pública, com data não definida ainda, segundo ela, será uma forma de dar continuidade ao debate em torno do desenvolvimento da indústria automobilística brasileira, iniciado no ano passado, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Ela explicou que serão ouvidas entidades representativas dos trabalhadores do setor, além da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que não compareceu na primeira reunião.

 

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