Angela Merkel homenageia Özil e diz que respeita aposentadoria da seleção

"A chanceler do país respeita a decisão Mesut Özil, a quem tem alta consideração. É um grande jogador", afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, por meio do vice-porta-voz do governo local, Ulrike Demmer; Özil gerou polêmica ao tirar fotos ao lado do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, considerado ditador pela oposição

Angela Merkel homenageia Özil e diz que respeita aposentadoria da seleção
Angela Merkel homenageia Özil e diz que respeita aposentadoria da seleção (Foto: Esq.: Hannibal - Reuters / Dir.: Michael Dalder - Reuters)

Agência EFE - A chanceler alemã, Angela Merkel, homenageou nesta segunda-feira (23) o meia Mesut Özil e afirmou que respeita a posição do jogador de se aposentar da seleção do país, sem entrar no mérito da polêmica que culminou com a decisão.

"A chanceler do país respeita a decisão Mesut Özil, a quem tem alta consideração. É um grande jogador", disse a vice-porta-voz do governo local, Ulrike Demmer, em coletiva de imprensa, destacando que a Alemanha é um país aberto e que acolhe a população de origem imigrante.

Há pouco mais de um mês, Özil tirou fotos ao lado do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que estava em campanha eleitoral e é considerado ditador pela oposição. As imagens foram alvo de críticas de parte da imprensa alemã e detonaram uma crise dentro da Federação Alemã de Futebol (DFB), fato potencializado pela eliminação precoce na Copa do Mundo.

Em sua carta de despedida da seleção, o meia deu explicações sobre o seu gesto ao lado de Erdogan e não poupou palavras contra o presidente da DFB, Reinhard Grindel.

"Cresci na Alemanha. Tenho dois corações, um alemão e outro turco. Minha mãe me ensinou a sempre respeitar e nunca esquecer o lugar de onde vim. Em maio, encontrei o premiê Erdogan em Londres, (mas) a foto que tiramos não tinha intenções políticas. A verdade é que não encontrar o presidente teria sido desrespeitar as raízes de meus antepassados. Para mim, não interessava quem era o presidente, interessava que era o presidente", disse o jogador de 29 anos.

"Para Grindel e seus correligionários, sou alemão quando vencemos e imigrante quando perdemos. Porque, apesar de pagar impostos na Alemanha, doar materiais escolares e ser campeão da Copa de 2014, ainda não sou aceito na sociedade", acrescentou Özil, que relatou ter sido chamado pelo técnico Joachim Löw para dar explicações e até ter se encontrado com o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, para falar sobre o caso.

O ex-meia do Schalke 04 e do Werden Bremen também recebeu manifestações de apoio, como da ministra da Justiça da Alemanha, Katarina Barley.

"É um sinal alarmante que um grande jogador como Özil não se sinta querido no seu país nem representado pela DFB", escreveu Barley em sua conta no Twitter.

Dias atrás, o presidente do Conselho Diretivo do Bayern de Munique e duas vezes finalista da Copa do Mundo, Karl-Heinz Rummenigge, classificou Grindel como incompetente. Hoje, foi a vez do ex-porta-voz da DFB, Harald Stenger, afirmar em entrevista à emissora "ZDF" que o dirigente é "o pior presidente da história da federação".

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