Após ocupações, prisões e bombas, Alckmin propõe audiência pública

Depois de mais de 200 escolas ocupadas, prisões de estudantes e dispersão de protestos com bombas, cassetete e spray de pimenta, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) finalmente deu o primeiro passo para debater a "reorganização" da rede estadual de ensino, que pretende fechar 93 escolas e transferir 311 mil alunos; governo anunciou uma audiência pública na próxima semana, para discutir o assunto, no Memorial da América Latina; cada escola participante deve escolher um representante para integrar o debate; Pais e alunos também poderão participar; negociações também ficarão agora por conta do secretário da Casa Civil, Edson Aparecido

Depois de mais de 200 escolas ocupadas, prisões de estudantes e dispersão de protestos com bombas, cassetete e spray de pimenta, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) finalmente deu o primeiro passo para debater a "reorganização" da rede estadual de ensino, que pretende fechar 93 escolas e transferir 311 mil alunos; governo anunciou uma audiência pública na próxima semana, para discutir o assunto, no Memorial da América Latina; cada escola participante deve escolher um representante para integrar o debate; Pais e alunos também poderão participar; negociações também ficarão agora por conta do secretário da Casa Civil, Edson Aparecido
Depois de mais de 200 escolas ocupadas, prisões de estudantes e dispersão de protestos com bombas, cassetete e spray de pimenta, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) finalmente deu o primeiro passo para debater a "reorganização" da rede estadual de ensino, que pretende fechar 93 escolas e transferir 311 mil alunos; governo anunciou uma audiência pública na próxima semana, para discutir o assunto, no Memorial da América Latina; cada escola participante deve escolher um representante para integrar o debate; Pais e alunos também poderão participar; negociações também ficarão agora por conta do secretário da Casa Civil, Edson Aparecido (Foto: Aquiles Lins)
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Flávia Albuquerque, da Agência Brasil - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, determinou hoje (3) que as negociações sobre o processo de reorganização escolar sejam assumidas pelo secretário da Casa Civil, Edson Aparecido. A primeira medida anunciada foi a realização de audiência pública na próxima semana, para discutir o assunto, no Memorial da América Latina. Cada escola participante deve escolher um representante para integrar o debate. Pais e alunos também poderão participar.

Segundo informações do governo estadual, a reorganização das escolas ampliará o número de vagas de tempo integral em 30%, com 532 escolas modelo no próximo ano (39 a mais do que há este ano). A ideia é abrir três mil salas desocupadas. Com a medida também serão ampliadas as escolas de ciclo único com desempenho superior às unidades com mais ciclos.

"Em São Paulo, 754 novas escolas terão apenas um ciclo, o que favorece a gestão e possibilita a adoção de estratégias pedagógicas focadas na idade e fase de aprendizado dos alunos. Assim, 2.197 escolas em todo o Estado (43% do total) passarão a funcionar neste modelo a partir de 2016", diz o governo estadual por meio de nota.

De acordo com o governo estadual, o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) em 2014 mostrou que as escolas de segmento único dos Anos Iniciais tiveram um rendimento 14,8% superior às demais; as escolas de segmento único dos Anos Finais, 15,2%; e as escolas de segmento único do Ensino Médio, 28,4% superior.

"Os estudos referentes à reorganização foram feitos com base, por exemplo, em levantamento da Fundação Seade, que apontou tendência de queda de 1,3% ao ano da população em idade escolar no Estado de São Paulo. Entre os anos de 1998 e 2015, a rede estadual de ensino perdeu 2 milhões de alunos", afirma o governo.

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