Arcebispo confirma casos de pedofilia na Igreja

"Muitas vezes corre em segredo de Justiça não pelo padre, mas pela criança. Eu, aqui em Salvador, não tive. Sei que houve no passado aqui, mas não saberia dizer números. [...] Quando há denúncia, temos que ir atrás, averiguar. Se for comprovado, temos que ser os primeiros a denunciar em termos de Igreja e essa pessoa perde o estado clerical", diz o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger

"Muitas vezes corre em segredo de Justiça não pelo padre, mas pela criança. Eu, aqui em Salvador, não tive. Sei que houve no passado aqui, mas não saberia dizer números. [...] Quando há denúncia, temos que ir atrás, averiguar. Se for comprovado, temos que ser os primeiros a denunciar em termos de Igreja e essa pessoa perde o estado clerical", diz o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger
"Muitas vezes corre em segredo de Justiça não pelo padre, mas pela criança. Eu, aqui em Salvador, não tive. Sei que houve no passado aqui, mas não saberia dizer números. [...] Quando há denúncia, temos que ir atrás, averiguar. Se for comprovado, temos que ser os primeiros a denunciar em termos de Igreja e essa pessoa perde o estado clerical", diz o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - Grande pedra no calcanhar da Igreja Católica, a pedofilia passa a ser tratada com mais rigor (em público) pelos seus líderes. Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, admite registros de casos na Bahia.

"Muitas vezes corre em segredo de Justiça não pelo padre, mas pela criança. Eu, aqui em Salvador, não tive. Sei que houve no passado aqui, mas não saberia dizer números. [...] Quando há denúncia, temos que ir atrás, averiguar. Se for comprovado, temos que ser os primeiros a denunciar em termos de Igreja e essa pessoa perde o estado clerical", diz Krieger em entrevista ao jornal Correio. Ele está na Bahia há três anos.

Ao se referir à relação entre a igreja e as religiões de matrizes africanas, ele afirma que não aceita o sincretismo religioso. "Uma coisa é o diálogo, que é sempre bom [...] Esse diálogo acontece geralmente de forma informal. Eu não aceito, acho prejudicial para os dois lados, o sincretismo. No português claro, é colocar várias doutrinas dentro do liquidificador e aquela massa disforme e inodora que sair vai ser usada por todos", diz o clérigo.

Dom Murilo diz ainda que é preciso combater a violência por questão religiosa, de raça e outras coisas, mas que "respeito não significa que é tudo uma coisa só".

Em relação à perda de fies, principalmente para as igrejas protestantes, o arcebispo considera a necessidade de investimentos nos meios de comunicação.

"Hoje, no mundo globalizado, você não atinge mais no contato direto todo mundo. É ilusão que tivemos durante muito tempo. Nossas igrejas cheias, o padre com uma palavra de autoridade julgava que tinha todo mundo nas mãos. E nossos irmãos de outras igrejas foram percebendo a força da comunicação [...] Com uma rádio, uma TV, a internet, você entra em lugares onde não entraria".

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