Assembleia pode aprovar greve geral dos servidores públicos do RS

Mais de 43 entidades de servidores públicos participarão nesta terça-feira (18) da assembleia geral unificada do funcionalismo público, que será realizada no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre; caravanas de servidores e servidoras começarão a chegar na capital desde as primeiras da manhã, vindo de todas as regiões do Estado; um dos principais pontos de pauta da assembleia é a realização de uma greve geral de todo o funcionalismo público contra as políticas do governo José Ivo Sartori (PMDB)

Mais de 43 entidades de servidores públicos participarão nesta terça-feira (18) da assembleia geral unificada do funcionalismo público, que será realizada no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre; caravanas de servidores e servidoras começarão a chegar na capital desde as primeiras da manhã, vindo de todas as regiões do Estado; um dos principais pontos de pauta da assembleia é a realização de uma greve geral de todo o funcionalismo público contra as políticas do governo José Ivo Sartori (PMDB)
Mais de 43 entidades de servidores públicos participarão nesta terça-feira (18) da assembleia geral unificada do funcionalismo público, que será realizada no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre; caravanas de servidores e servidoras começarão a chegar na capital desde as primeiras da manhã, vindo de todas as regiões do Estado; um dos principais pontos de pauta da assembleia é a realização de uma greve geral de todo o funcionalismo público contra as políticas do governo José Ivo Sartori (PMDB) (Foto: Leonardo Lucena)
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Marco Weissheimer, Sul 21 - Mais de 43 entidades de servidores públicos participarão nesta terça-feira (18), às 14 horas, da assembleia geral unificada do funcionalismo público, que será realizada no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre. Caravanas de servidores e servidoras começarão a chegar na capital desde as primeiras da manhã, vindo de todas as regiões do Estado. Um dos principais pontos de pauta da assembleia é a realização de uma greve geral de todo o funcionalismo público contra as políticas do governo José Ivo Sartori (PMDB). Diversas categorias e sindicatos realizarão assembleias setoriais pela manhã, que culminarão no ato unificado no início da tarde no Largo Glênio Peres. Após o ato, os servidores deverão seguir em caminhada até o Palácio Piratini.

Professores, policiais e servidores da Procergs anunciaram um dia de paralisação já para esta terça-feira, movimento que deverá prosseguir nos próximos dias caso seja aprovada a greve geral. Confira algumas das principais atividades confirmadas para esta terça-feira:

Assembleia geral do CPERS

O Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato) realiza assembleia geral nesta terça-feira (18), às 9h30min, no Gigantinho, para deliberar sobre a greve unificada dos servidores públicos estaduais. Segundo a direção do sindicato, a expectativa é de lotação máxima no Gigantinho. Será instalado um telão para o acompanhamento das atividades ao lado de fora do ginásio. No início da tarde, os professores se dirigem para o Largo Glênio Peres, onde participam da assembleia unificada que deliberará sobre a greve unificada do funcionalismo público estadual.

O CPERS realizou, a partir do dia 9 de junho, uma caravana estadual em defesa da educação pública, com o objetivo de debater junto à base da categoria as próximas ações para garantir os direitos dos professores e funcionários de escola, além de conscientizar a população quanto à necessidade de lutar contra as políticas do governo Sartori. A caravana percorreu 19 núcleos do Sindicato, mobilizando milhares de educadores por todo Rio Grande do Sul.
Policiais fazem dia de paralisação

Os policiais civis promovem nesta terça-feira (18) a segunda marcha "Segurança Para Todos". Segundo o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS (Ugeirm Sindicato) será um dia de paralisação e realização de assembleia extraordinária, às 12 horas, em frente ao Palácio da Polícia. Após a assembleia, os policiais seguirão em marcha até o Largo Glênio Peres, onde se juntarão aos outros setores do Serviço Público Estadual, para a assembleia unificada. Após a Assembleia, será realizado um ato público em frente ao Palácio Piratini.

A indicação do sindicato para os policiais que não conseguirem se deslocar para a assembleia geral e para a marcha é que realizem a paralisação no seu local de trabalho, das 8h às 18h, com as seguintes orientações:

– Não deve haver circulação de viaturas. Todas devem ser mantidas paradas no órgão a que pertencem. Também não haverá cumprimento de mandos de busca e apreensão, mandados de prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de inquéritos policiais ao poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária.

– As delegacias de polícia e plantões somente atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade tais como: homicídio, estupro, ocorrências envolvendo crianças e adolescentes e lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que os plantonistas julgarem imprescindível a intervenção imediata da polícia civil. Em todos os casos deve-se exigir a presença, em tempo integral, da autoridade policial.

– Os agentes devem concentrar em frente aos seus locais de trabalho, prestando o apoio necessário aos colegas que estiverem de plantão no dia da paralisação e esclarecendo a população sobre os motivos do movimento paredista.
A Associação Beneficente Antonio Mendes Filho, que reúne servidores de nível médio da Brigada Militar, também realiza assembleia nesta terça, a partir das 13 horas, na Praça Brigadeiro Sampaio, no centro da capital. Após a assembleia, os brigadianos caminharão para o Largo Glênio Peres e se juntarão às demais categorias de servidores para a assembleia unificada do funcionalismo.

Sindsepe convoca servidores para assembleias

O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do RS (Sindsepe), junto com o Sindicato dos Técnico-Científicos (Sintergs), também promove assembleia pela manhã, a partir das 10 horas, no Largo Açorianos. Às 14 horas, as duas entidades participam da assembleia unificada. Na pauta das duas assembleias, está a aprovação de uma greve geral do serviço público no Estado. "Neste momento, a unidade é essencial para garantir direitos que podem ser retirados através de projetos de lei enviados pelo governo Sartori à Assembleia Legislativa", avaliam as entidades. A Federação Sindical dos Servidores Públicos do RS (Fessergs) também está convocando seus filiados para participar das atividades desta terça, em especial, da assembleia unificada no Glênio Peres.

Paralisação na Procergs

Os trabalhadores da Companhia de Processamento de Dados do Estado do RS (Procergs) também paralisam suas atividades nesta terça-feira (18). A mobilização inicia às 14h e prossegue durante todo o turno da tarde. Os funcionários irão se concentrar em frente à sede da empresa, localiza junto ao Centro Administrativo do Estado. Os servidores da Procergs estão há mais de um mês em campanha salarial e, até o momento, não receberam nenhuma proposta de reajuste dos salários e dos benefícios por parte da direção da empresa e do governo estadual. A mobilização dessa terça-feira também se soma ao Dia de Luta do funcionalismo público estadual contra o parcelamento de salários e as demais medidas de ajuste fiscal do governo Sartori.

Via Campesina e MST confirmam participação

A Via Campesina e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) confirmaram participação na mobilização dos servidores públicos gaúchos nesta terça-feira (18), em Porto Alegre. Militantes desses movimentos participarão da assembleia unificada do funcionalismo que será realizada no Largo Glênio Peres. Os educadores públicos estaduais do MST anunciaram que se juntarão à luta contra medidas que prejudicam o funcionalismo público e comprometem a qualidade do ensino nas escolas.

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