Ataídes: 'Tombini estaria demitido no setor privado'

"Se vossa excelência fosse presidente ou diretor de uma empresa privada e não conseguisse cumprir as metas estabelecidas, já teria sido demitido", disse o parlamentar, ao criticar que o gestor nunca cumpriu a meta da inflação; presidente regional do PSDB culpou o chefe do BC pela política econômica 'desastrosa'; "Vossa excelência é um dos responsáveis por essa desastrosa política econômica do nosso país, que resultou em inflação alta, baixo crescimento, queda de investimentos e destruição de nossa indústria", criticou

"Se vossa excelência fosse presidente ou diretor de uma empresa privada e não conseguisse cumprir as metas estabelecidas, já teria sido demitido", disse o parlamentar, ao criticar que o gestor nunca cumpriu a meta da inflação; presidente regional do PSDB culpou o chefe do BC pela política econômica 'desastrosa'; "Vossa excelência é um dos responsáveis por essa desastrosa política econômica do nosso país, que resultou em inflação alta, baixo crescimento, queda de investimentos e destruição de nossa indústria", criticou
"Se vossa excelência fosse presidente ou diretor de uma empresa privada e não conseguisse cumprir as metas estabelecidas, já teria sido demitido", disse o parlamentar, ao criticar que o gestor nunca cumpriu a meta da inflação; presidente regional do PSDB culpou o chefe do BC pela política econômica 'desastrosa'; "Vossa excelência é um dos responsáveis por essa desastrosa política econômica do nosso país, que resultou em inflação alta, baixo crescimento, queda de investimentos e destruição de nossa indústria", criticou (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 - O senador Ataídes Oliveira (PSDB) não poupou críticas à atuação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durante participação de Tombini em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. 

"Se vossa excelência fosse presidente ou diretor de uma empresa privada e não conseguisse cumprir as metas estabelecidas, já teria sido demitido", disse o parlamentar, ao criticar que o gestor nunca cumpriu a meta da inflação.

O presidente regional do PSDB disse também que, caso seja confirmada a autonomia de Alexandre Tombini à frente do Banco Central, este não poderia mais ocupar o cargo de presidente. "Vossa excelência é um dos responsáveis por essa desastrosa política econômica do nosso país, que resultou em inflação alta, baixo crescimento, queda de investimentos e destruição de nossa indústria", criticou.

O senador argumentou que o "único remédio" encontrado pelo governo para tentar controlar a inflação é o aumento sucessivo das taxas de juros. O resultado, salientou, é mais recessão, menos consumo e investimentos, mais desemprego e criminalidade. "Existe outro remédio sem contraindicações para a inflação: é a produtividade. Se o governo fizesse a sua parte, incentivando a produção da indústria, a lei da oferta e procura daria conta do recado", resumiu o senador.

De acordo com Ataídes Oliveira, a população já mostrou nas manifestações do dia 15 que não está mais disposto a suportar "essa brincadeira". No dia 12 de abril, conforme o senador tocantinense, não serão mais dois milhões, mas "pelo menos três milhões de manifestantes nas ruas".

Durante sua participação na CAE, Alexandre Tombini disse que uma política fiscal “bem calibrada” facilita o trabalho da instituição na execução da política monetária. Questionado por 18 senadores durante quatro horas, Tombini considerou o pacote do governo de “robusto” e disse que, quanto mais rapidamente ele for implementado, menor será o custo e melhores os resultados.

Segundo o presidente do BC, o governo federal está propondo e adotando “amplo, profundo e consistente conjunto de medidas fiscais, que inclui contenção de despesas correntes e parafiscais, eliminação de subsídios, realinhamento de tarifas públicas, bem como medidas de cunho mais estrutural”. Os resultados, conforme prognóstico de Tombini, começarão a aparecer em abril, com queda no ritmo de alta dos preços, e se tornarão mais consistentes em 2016, quando ele prevê o retorno da inflação ao centro da meta, de 4,5%.

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