Bancários intensificam greve após proposta de 7,5% da Fenaban

No Ceará, o número de agências fechadas aumentou para 415, representando 73,19% de adesão. Ao todo, existem no Estado 567 agências bancárias

No Ceará, o número de agências fechadas aumentou para 415, representando 73,19% de adesão. Ao todo, existem no Estado 567 agências bancárias
No Ceará, o número de agências fechadas aumentou para 415, representando 73,19% de adesão. Ao todo, existem no Estado 567 agências bancárias (Foto: Fatima 247)
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Após o Comando Nacional recusar a proposta oferecida pela Fenaban de 7,5%, retirando até o abono, os bancários fortaleceram a greve neste 16º dia do movimento. No Ceará, o número de agências fechadas aumentou para 415, representando 73,19% de adesão. Ao todo, existem no Estado 567 agências bancárias.

Em Fortaleza, das 262 agências, 196 estão fechadas. Já no Interior, das 305 agências, 219 seguem paralisadas. Durante a assembleia dos bancários realizada no final da tarde desta terça-feira, 20, os bancários cearenses deliberaram por intensificar a greve para forçar os banqueiros e o governo a apresentarem uma proposta digna. Durante a tarde de hoje, 21, o Comando Nacional e a Fenaban sentam de novo para negociar e os bancários reafirmam a postura de lutar por aumento real. Com a pressão da greve, a direção do BB deve sentar com o Comando logo após a reunião com a Fenaban. Já a direção da Caixa agendou negociação para amanhã, 22, a partir das 9h (horário de Brasília).

“Foi a força da greve, que paralisa mais de 12 mil agências em todo o País, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria”, afirma Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, que está em São Paulo, participando das negociações.

A greve nacional da categoria foi deflagrada no dia 6 de outubro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 5,5% feita pela Fenaban, bem abaixo da inflação.

Os bancários reivindicam 16% de reajuste, além de lutar por mais contratações, mais segurança nos locais de trabalho, mais condições de saúde, igualdade de oportunidade, entre outras demandas.

Fonte: SEEB/CE

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