BH é a capital com menor desemprego no País

Taxa foi de 5,1% em 2012, a mais baixa entre todas as cidades que fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego do IBGE; é uma situação de quase pleno emprego

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Agência Minas - A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no ano de 2012 manteve a trajetória de declínio e passou dos 7,0% registrados em 2011 para 5,1%. O número é o menor da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-RMBH), iniciada em 1996. Entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas pela PED (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), a de Belo Horizonte mantém a menor taxa de desemprego desde junho de 2011.

Na RMBH, o nível de ocupação aumentou 2,0% em 2012, enquanto a População Economicamente Ativa (PEA) permaneceu estável (2.368 mil pessoas). O aumento em 45 mil postos de trabalho e a estabilidade da PEA resultaram na redução do contingente de desempregados em 45 mil pessoas. O total de desempregados foi estimado em 121 mil pessoas e o de ocupados, em 2.247 mil. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (30) pela Fundação João PinheiroSecretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade.

Comparando os anos de 2011 e 2012 o desemprego aberto diminuiu de 6,0% para 4,7%, enquanto o desemprego oculto total caiu de 1,0% para 0,4%. A redução da taxa para 0,4% é inédita e, por ser tão baixa, deixa de ser estatisticamente relevante. Considera-se desemprego oculto aquele em que a pessoa realiza algum trabalho precário e está à procura de uma nova colocação, ou aquele que procurou efetivamente nos 12 meses anteriores, mas deixou de fazê-lo nos últimos 30 dias por desestímulo do próprio mercado, mas ainda necessita de trabalho.

“No caso da RMBH, o que temos observado é que a redução da taxa é o resultado do aquecimento de todos os setores, com destaque para a construção civil, incentivada também pelo fato da capital sediar a Copa em 2014. Outro fator importante para queda deste indicador é a estabilidade da PEA pelo segundo ano consecutivo, o que indica que não houve uma entrada significativa de pessoas no mercado de trabalho”, explica o coordenador da PED pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

Setores

O crescimento de 2,0% no nível ocupacional em 2012 é resultado do incremento de ocupações observado em todos os principais setores analisados. O setor de serviços cresceu 1,5%, com 19 mil empregos a mais no ano, a construção civil apresentou aumento de 7,9% (15 mil novos postos de trabalho), o setor de comércio e reparação de veículos teve incremento de 2,7%, com 11 mil vagas e a indústria de transformação cresceu 1,4% (4 mil novos empregos).

No setor privado, verificou-se incremento de 56 mil (5,1%) entre os empregados com carteira assinada e redução de 10 mil postos entre os trabalhadores sem carteira (7,0%). No período, houve aumento de 3,8% no contingente de trabalhadores autônomos e reduções de 0,7% no emprego doméstico e de 1,5% no agregado “demais posições”.

Rendimentos

Em comparação aos valores de 2011, o rendimento médio real dos ocupados diminuiu 2,5% e o dos assalariados, 3,1%, seguindo a tendência de decréscimo que já havia sido registrada em 2011. Em 2012, a remuneração média dos ocupados foi estimada em R$ 1.460 e a dos assalariados, em R$ 1.431.

Dezembro/2012

O mês de dezembro de 2012 registrou ligeiro acréscimo na taxa de desemprego total na RMBH, passando de 4,9% registrados em novembro para 5,3% da População Economicamente Ativa (PEA). O acréscimo no número de ocupações (13 mil, ou 0,6%) foi menor do que o número de pessoas que se inseriram no mercado de trabalho (23 mil, ou 1,0%), resultando no crescimento do número de desempregados (10 mil, ou 8,5%). No período, a taxa de desemprego aberto passou de 4,6% para 4,9%.

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