Bittencourt rompe com modelo político atual e quer revolução

Pré-candidato a prefeito de Goiânia, Luiz Bittencourt (PTB) volta à cena convicto de que o atual modelo político fracassou e o gestor público precisa adotar novo estilo de administrar; Bittencourt propõe mudanças radicais já na pré-campanha e uma delas é a ausência de marqueteiro; "Vamos mostrar as propostas no boca a boca e na internet. Sem manipulações ou artifícios"; na gestão, o petebista quer a prefeitura aberta à sociedade e promete reduzir drasticamente o número de cargos comissionados, acabar com carros oficiais e colocar a população para definir onde será aplicado os recursos públicos; "Nossa proposta é o Orçamento Interativo. Pela internet, os goianienses vão escolher onde e como será destinado o dinheiro"

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bittencourt (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - O engenheiro Luiz Bittencourt (PTB) ficou alguns anos fora da política e voltou em 2016 convicto de que o modelo atual fracassou e é preciso arriscar um novo jeito de fazer campanha e administrar a coisa pública. Bittencourt busca a chance de promover a revolução que tanto sonha disputando a prefeitura de Goiânia neste ano.

"Está provado que o modelo eleitoral brasileiro fracassou e precisamos mudar radicalmente. O que proponho já está sendo adotado na pré-campanha, com uma equipe de trabalho reduzida, sem marqueteiro e usando as redes socais como principal canal de diálogo com o eleitor. Nossas propostas são factíveis, nada mirabolantes e respeitam a inteligência do eleitor", diz.

Bittencourt não quer marqueteiro em seu projeto. Diz respeitar a figura do profissional, mas acredita que chegou a hora de colocar em prática um novo modo de trabalho na campanha. "Nos últimos anos, o marqueteiro virou uma espécie de semi-Deus que mandava em tudo: no discurso, nos projetos, no jeito de vestir. O candidato virou um produto artificial. Queremos o oposto disso. Nossas propostas serão mostradas de forma realista e direta, sem intervenções fantasiosas e jogo de cena. Chega de enganação".

Os gastos na campanha também serão mínimos e Bittencourt vai abolir excesso de material gráfico, santinhos, faixas e cabos eleitorais. "Não queremos poluição visual nem sujar a cidade. Divulgação das propostas será no boca a boca e na internet. São novos tempos".

As mudanças que Bittencourt planeja são ainda mais radicais na gestão pública. O pré-candidato do PTB sabe que seu discurso até assusta aliados e afasta possíveis alianças, porém está convicto de que não recuará. As primeiras medidas de Luiz Bittencourt serão redução drástica no número de cargos comissionados, fim dos carros oficiais, orçamento interativo e câmeras nos gabinetes.

"Quero levar a administração ao povo e trazê-lo para dentro da gestão. As câmeras nos gabinetes vão dar transparência absoluta e Orçamento Interativo é algo que fomos pensando na pré-campanha e já está consolidado. Pela internet, a população vai decidir onde e como será usado o dinheiro público. É o povo que sabe as demandas de Goiânia e então nada mais justo do que ele definir o que precisa ser resolvido rapidamente. Acabou o tempo onde o gestor era o dono da razão e definia tudo sozinho. Vamos governar com a ajuda da população".

Bittencourt afirma que todo esse projeto que ele mesmo considera "radical" só será viável se não houver acordos e negociatas na campanha. "Não vamos receber doações por baixo do pano, não teremos caixa 2. Porque faremos campanha modesta e sem gastança. Se ganharmos a eleição, estaremos livres e sem compromissos com doares. Aí vamos fazer o que realmente precisa ser feito e executar as mudanças necessárias. Já disse e repito: 'não vender a alma ao diabo para ser prefeito de Goiânia'".

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