Black Friday e suas curiosidades

Para saber do que se trata a Black Friday, tradução literal “sexta-feira negra”, é preciso entender um pouco de sua origem, seu impacto e o alcance de sua importância em nossas vidas atualmente.

Curiosamente, o termo se originou na Filadélfia e se caracterizava pelo caos do tráfego de pessoas e veículos nas ruas após o Dia de Ação de Graças. A expressão começou a ser usada pelos guardas de trânsito em 1961 e se popularizou em todos os Estados Unidos em 1975.

Com o passar dos anos, a expressão adquiriu outro sentido entre os comerciantes que associavam as contas que estavam em vermelho e passavam ao “negro” graças a esse dia tão movimentado.

Atualmente podemos tuitar, dispomos de várias opções de envio de mensagens, tendemos a estar online nas redes sociais graças aos engenhos da tecnologia de comunicação, esta é cúmplice do êxito deste fenômeno comercial, oficialmente, globalizado e que aparentemente veio para ficar.

Trata-se do maior evento anual de comércio virtual, realizado geralmente na última sexta-feira do mês de novembro, onde a lei da oferta e procura é soberana. Há uma variedade enorme de ofertas de inúmeros produtos e os descontos “imbatíveis” são os reis do pedaço durante um limite de dias, muitos com 80% de desconto.

Essa época marca e antecipa a temporada de compras massivas, por vezes, os preços incríveis das promoções são tão atraentes que muitas pessoas antecipam as compras de Natal, deixando o hábito da compra presencial nas lojas. Porém a última não está descartada, há quem prefira conferir os preços e produtos de perto. A prova disto são as pessoas enlouquecidas à espera nas portas das lojas e o principal objetivo é ser o primeiro e conseguir os melhores produtos a preços realmente inigualáveis.

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico especializada em capacitação, prática e informação sobre compra eletrônica segura, indica que 89 % dos consumidores brasileiros preferem fazer compras através da internet e apenas 11 % ainda opta pela compra presencial.

Segundo uma pesquisa realizada no Google, 68 % dos brasileiros estão dispostos a comprar durante o evento em comparação aos 61 % registrados no ano passado, o que indica uma pequena recuperação após dois anos de uma importante recessão.

Um dos setores que mais recebem o impacto desse fenômeno comercial é, sem dúvida, o econômico. Os dados da empresa Ebit preveem que durante a Black Friday no Brasil, o comércio digital por si só poderá movimentar 2.190.000,00 reais (aproximadamente 450 mil dólares), hoje, 15 % a mais em relação ao mesmo período em 2019 apesar dos problemas causados pela pandemia do Covid-19.

Luiz Tanisho, country manager Brasil e VP da operação global da Rakuten Advertising, afirma que as marcas se veem obrigadas a inovar as formas de estratégias para impulsionar as vendas e dar a volta por cima durante a festa de consumo mais esperada do ano. Os nichos que provavelmente mais faturam estão relacionados à venda de pacotes turísticos, TVs, notebooks, celulares, artigos para o lar e eletrodomésticos. Os mesmos estarão entre os mais procurados e serão os itens de maior destaque já que são considerados pelos consumidores itens necessários porque facilitam e melhoram o seu cotidiano.

O conhecimento liberta. Saiba mais

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