Bombeiros buscam 4 desaparecidos após desabamento de prédio

O Corpo de Bombeiros busca quatro pessoas desaparecidas que podem estar nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou por causa um incêndio no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo; a corporação busca um morador chamado Ricardo, que quase foi resgatado durante o incêndio e caiu no momento do desabamento; um rapaz homem falou que três parentes dele estariam no edifício 

Prédio de 26 andares em chamas desaba em São Paulo
Prédio de 26 andares em chamas desaba em São Paulo (Foto: Leonardo Lucena)

SP 247 - O Corpo de Bombeiros busca quatro pessoas desaparecidas que podem estar nos escombros do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada desta terça-feira (1) por causa um incêndio no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo. 

A corporação busca um morador chamado Ricardo, que quase foi resgatado durante o incêndio e caiu no momento do desabamento. Um rapaz homem falou que três parentes dele estariam no edifício. 

Ao todo, 49 moradores do prédio e que estavam no cadastro da Prefeitura ainda não foram localizados após o desabamento. Não se sabe se eles estavam ou não no edifício durante o acidente.

O prédio era ocupado por 372 pessoas, de 146 famílias, informou a corporação. De acordo com a prefeitura, 320 pessoas foram registradas como desabrigadas após o desabamento e 40 delas buscaram atendimento na assistência social.

Leia abaixo a reportagem a Agência Brasil:

Por Bruno Bochini – Repórter da Agência Brasil

As equipes do Corpo de Bombeiros concentraram nesta quarta-feira (2) as buscas por sobreviventes no local onde ficavam as escadas de emergência do prédio que desabou ontem, no centro da capital paulista. Na área ficaram escombros de menor tamanho, o que permite que os bombeiros abram espaços para a visualização entre as lajes.

“Hoje estamos trabalhando no quadrante um, é a parte colada na igreja, no fundo do prédio, das escadas de segurança, as escadas de emergências. Ali teremos todo o trabalho de busca. Faremos essas buscas concentradas porque ali a gente consegue remover pequenos escombros, telhas, tijolos, onde a gente consegue abrir espaços para que a gente possa ver entre as lajes”, disse o capitão dos bombeiros Marcos Palumbo.

Segundo ele, as esquipes estão usando equipamentos específicos para fazer varreduras no interior da montanha de escombros. Assim que os bombeiros conseguem acessar espaços não explorados pelas buscas, câmeras térmicas são instaladas para que possam detectar possíveis sobreviventes ou focos em que a temperatura ainda está muito alta.

“A temperatura agora na base do prédio é de 150 graus. A gente acredita que, na parte interna, ainda há uma temperatura grande, perto de 300 graus”, disse Palumbo. Segundo ele, bolsões de ar no interior dos escombros podem servir como uma espécie de “célula de sobrevivência” para que pessoas consigam se manter vivas entre as lajes do edifício.

“As massas de ar onde ficam presas vão ter ali um papel fundamental na sobrevida de qualquer pessoa que possa estar em uma célula de sobrevivência. No entanto, o oxigênio que ela vai ter vai ser consumido pela chama e ela vai ser muito atrapalhada pelos gases provenientes da queima dos materiais combustíveis, monóxido de carbono, dióxido de carbono, uma série de outras queimas que podem causar falta de oxigenação”, disse o capitão.

No prédio vizinho, que também foi atingido pelas chamas, os bombeiros estão usando um equipamento a laser que permite detectar qualquer tipo de movimentação da edificação, prevenindo os bombeiros de um eventual desabamento.

“No prédio de pé tem sensores infravermelhos, ele faz uma marcação do prédio em relação a um ponto na terra. Se ele tiver alguma movimentação, esse sensor apita. Isso quer dizer que o prédio está em movimentação, e pode desabar. Isso não aconteceu em nenhum momento até agora”.

 Até o momento, os bombeiros confirmam que quatro pessoas estão desaparecidas nos escombros.

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