Bombeiros veem indícios de crime em incêndio

Corpo de Bombeiros vê indícios de intenção criminosa no incêndio que atingiu a comunidade do Morro do Piolho na noite de domingo (7). Segundo a Defesa Civil, cerca de 600 famílias ficaram desabrigadas. O capitão dos Bombeiros Marcos Pallumbo disse que a rápida propagação do fogo é um dos fatos que corroboram com a tese de ação intencional

Corpo de Bombeiros vê indícios de intenção criminosa no incêndio que atingiu a comunidade do Morro do Piolho na noite de domingo (7). Segundo a Defesa Civil, cerca de 600 famílias ficaram desabrigadas. O capitão dos Bombeiros Marcos Pallumbo disse que a rápida propagação do fogo é um dos fatos que corroboram com a tese de ação intencional
Corpo de Bombeiros vê indícios de intenção criminosa no incêndio que atingiu a comunidade do Morro do Piolho na noite de domingo (7). Segundo a Defesa Civil, cerca de 600 famílias ficaram desabrigadas. O capitão dos Bombeiros Marcos Pallumbo disse que a rápida propagação do fogo é um dos fatos que corroboram com a tese de ação intencional (Foto: Gisele Federicce)

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil *

O Corpo de Bombeiros vê indícios de intenção criminosa no incêndio que atingiu a comunidade do Morro do Piolho na noite de domingo (7). Segundo a Defesa Civil, cerca de 600 famílias ficaram desabrigadas. O capitão dos Bombeiros Marcos Pallumbo disse que a rápida propagação do fogo é um dos fatos que corroboram com a tese de ação intencional.

De acordo com Pallumbo, a corporação chegou ao local menos de cinco minutos após o chamado e o incêndio já tinha uma proporção considerável. Além disso, Pallumbo relata que os bombeiros foram atacados ao chegarem ao local. "Com essas agressões às equipes, a gente não conseguiu fazer um primeiro combate, porque nós tivemos que deixar as mangueiras lá posicionadas nos corredores da favela. Foram disparados tiros contra as guarnições do Corpo de Bombeiros. Isso não é um comportamento normal das pessoas que moram nessas comunidades", ressaltou.

O capitão negou ainda que o combate as chamas tenha sofrido contratempos relacionados a problemas nos hidrantes do local. "Nada atrapalhou a ação do Corpo de Bombeiros. Ele [hidrante] não faria nenhum efeito, porque eu não uso a água do hidrante para apagar diretamente o fogo. Eu encho pelo hidrante a minha reserva de incêndio, para que eu coloque a autobomba para funcionar e mande a água com pressão", explicou.

A informação sobre os problemas nos hidrantes havia sido dada por outro capitão dos Bombeiros, Mauro Antônio Brancalhão. "Os hidrantes públicos em torno do incêndio, em um primeiro momento, estavam sem água. Fizemos o contato com a Sabesp [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo], que fez uma manobra da rede hídrica do local, aí começamos a abastecer nossas viaturas com esses hidrantes públicos", relatou ontem (8).

Em nota distribuída no início da noite de ontem, a prefeitura atribuiu a responsabilidade da manutenção de hidrantes da cidade à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). "A Prefeitura de São Paulo esclarece que a manutenção de hidrantes na cidade é uma responsabilidade da Sabesp, de acordo com as normas técnicas do Corpo de Bombeiros. O assunto é tratado no Inquérito Civil 217/2013 do Ministério Público Estadual, que já oficiou a Presidência da Sabesp a apresentar um cronograma de manutenção. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas 10% dos hidrantes da cidade estão em pleno funcionamento".

*Com informações da TV Brasil

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