Bonduki diz que Doria matou a virada cultural

"Proposta por Serra em 2005, a Virada articulou cultura e espaço público, tornando-se o maior festival de cultura do mundo. Atravessou três gestões como uma festa da cidade, sem coloração partidária, mas o prefeito resolveu desconstruir sua concepção", diz o urbanista Nabil Bonduki; "Desconhecendo a dinâmica urbana e cultural de São Paulo, quis confinar o evento ao autódromo de Interlagos, revelando uma visão segregadora que se opõe ao conceito de ocupação do espaço público ancorado na criação, na convivência e na cidadania cultural"

Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB)
Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O urbanista Nabil Bonduki, professor da Universidade de São Paulo, avalia que o "gestor" João Doria conseguiu matar a Virada Cultural, que era o maior festival de cultura de rua do mundo.

"Proposta por Serra em 2005, a Virada articulou cultura e espaço público, tornando-se o maior festival de cultura do mundo. Atravessou três gestões como uma festa da cidade, sem coloração partidária, mas o prefeito resolveu desconstruir sua concepção", diz ele, em artigo publicado nesta terça.

"Desconhecendo a dinâmica urbana e cultural de São Paulo, quis confinar o evento ao autódromo de Interlagos, revelando uma visão segregadora que se opõe ao conceito de ocupação do espaço público ancorado na criação, na convivência e na cidadania cultural."

Bonduki lembra ainda outra trapalhada de Doria. "Nada, entretanto, foi pior que a falta de preocupação em programar uma operação policial de grande envergadura e violência no mesmo horário e a poucos metros de onde estava previsto o, até então, maior evento cultural do país... O dia da Virada, que deveria ser de alegria e convivência, tornou-se ainda mais pesado que o momento que vive o Brasil."

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