Braço direito de Alckmin diz ter pego empréstimo com “assistente pessoal”

Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, o secretário da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido dos Santos, disse que pegou R$ 110 mil emprestados de sua 'assistente pessoal' e outra parte de sua então namorada para completar o valor de compra do apartamento de luxo no bairro de Indianópolis, zona sul da capital; empréstimos, entretanto, não foram declarados no Imposto de Renda; Aparecido é suspeito de comprar o imóvel por apenas 30% do valor de mercado do empreiteiro Luiz Alberto Kamilos, que tem contratos para grandes obras no governo tucano

Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, o secretário da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido dos Santos, disse que pegou R$ 110 mil emprestados de sua 'assistente pessoal' e outra parte de sua então namorada para completar o valor de compra do apartamento de luxo no bairro de Indianópolis, zona sul da capital; empréstimos, entretanto, não foram declarados no Imposto de Renda; Aparecido é suspeito de comprar o imóvel por apenas 30% do valor de mercado do empreiteiro Luiz Alberto Kamilos, que tem contratos para grandes obras no governo tucano
Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, o secretário da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido dos Santos, disse que pegou R$ 110 mil emprestados de sua 'assistente pessoal' e outra parte de sua então namorada para completar o valor de compra do apartamento de luxo no bairro de Indianópolis, zona sul da capital; empréstimos, entretanto, não foram declarados no Imposto de Renda; Aparecido é suspeito de comprar o imóvel por apenas 30% do valor de mercado do empreiteiro Luiz Alberto Kamilos, que tem contratos para grandes obras no governo tucano (Foto: Aquiles Lins)

SP 247 - O secretário-chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido dos Santos, prestou depoimento ao Ministério Público de São Paulo no inquérito em que é suspeito de ter comprado um apartamento de luxo no baixo de Indianópolis, zona Sul da capital paulista, por apenas 30% do valor de mercado. 

Aos promotores do MP-SP, Edson Aparecido disse que pegou emprestados R$ 110 mil em 2006 de sua 'assistente pessoal', e de sua então namorada, com quem hoje é casado, para completar o valor de compra do imóvel no edifício 'Maison Charlotte', na rua Afonso Braz, bairro de Indianópolis, zona Sul da Capital. Os empréstimos não foram declarados ao Imposto de Renda.

O imóvel da Afonso Braz foi adquirido por R$ 620 mil. A suspeita dos investigadores é que esse valor representou apenas 30% do valor real do imóvel na ocasião, ou seja, há dez anos. Hoje, o apartamento está avaliado em R$ 2,5 milhões.

"No ato paguei R$ 200 mil por intermédio de um cheque do banco Bradesco cuja cópia também posso fornecer", declarou o secretário. "Os R$110 mil restantes paguei em espécie, fruto de diversos empréstimos. Margarida Castilho, minha assistente pessoal e que comigo trabalha há vários anos me emprestou montante que agora não me recordo. Kátia Simone da Silveira, à época minha namorada e minha atual esposa, com ela casado há quatro anos, sob o regime de comunhão de bens, me emprestou o restante dos valores, na verdade, a maior parte, até completar os R$110 mil. Esses empréstimos recebidos de Margarida e Kátia não foram declarados no imposto de renda. Quero esclarecer, no entanto, que os valores pagos pelo apartamento da Rua Afonso Braz foram declarados à Receita Federal e da forma como foram efetivamente realizados", afirmou.

Segundo o jornalista Fausto Macedo, que divulgou a íntegra do depoimento de Edson Aparecido, ele deverá deixar a Casa Civil nesta sexta, 25, mas não pelo fato de estar sob investigação – ele perdeu espaço no Palácio dos Bandeirantes por não ter feito campanha para o empresário João Dória nas prévias do PSDB. Nas próximas eleições municipais ele planeja ser candidato a vereador na Capital.

 

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