Brasil se posiciona contra intervenção armada na Síria

Ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosrio Nunes, criticou em conferncia da ONU a forma como potncias e pases rabes tm pressionado o ditador Bashar Assad

Brasil se posiciona contra intervenção armada na Síria
Brasil se posiciona contra intervenção armada na Síria (Foto: Divulgação)

247 com agências internacionais - O Brasil criticou nesta segunda-feira, 28, a forma como potências e países árabes têm pressionado o ditador Bashar Assad. A opinião foi expressada pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, após reunião de alto nível da 19ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

"O Brasil se posiciona contra a entrega de armas seja a quem seja. O Brasil condena ações armadas de qualquer lado, não aceitamos ações armadas", ressaltou a ministra. "Precisamos que toda perspectiva imediata de ações bélicas seja revista, estas têm significados nefastos para a população civil e não contribuem à reafirmação democrática de nenhum país", acrescentou.

Além disso, a ministra deixou claro que o governo de Dilma está diametralmente oposto a qualquer intervenção militar na Síria. "Devemos lembrar que devemos proteger protegendo. As ações militares sempre têm um elevado custo humano. Quando enfrentamos uma crise, a comunidade internacional deveria evitar agravar as tensões e a violência", ponderou. "A ênfase deveria ser colocada na diplomacia e na resolução de conflitos. O uso da força deveria ser apenas excepcional e não deveria causar mais dano do que pretende evitar", concluiu.

A mobilização na sede da ONU em Genebra ocorreu enquanto, em Bruxelas, autoridades europeias decidiam impor novas sanções unilaterais contra a ditadura síria - outra medida criticada pelo Brasil. O cerco prevê o congelamento de ativos do Banco Central da Síria, na prática inviabilizando transações comerciais com Damasco, segundo explicou o chanceler francês, Alain Juppé. Sete ministros sírios tiveram bens congelados na Europa e empresas da Síria ficaram impedidas de transportar cargas ao continente.

Juppé afirmou que o bloco europeu solicitará ainda que Assad seja julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade. Pelo menos dez rodadas de sanções já foram adotadas, com mais de cem pessoas atingidas, entre elas o próprio Assad, e cerca de 40 empresas.

Depois que a Primavera Árabe estourou no Egito e Tunísia, sírios começaram a sair às ruas para pedir reformas políticas e mesmo a renúncia do presidente Bashar al-Assad. Os protestos foram enfrentados com repressão e uma guerra civil foi declarada no País.

A ONU estima que pelo menos 5 mil pessoas já tenham morrido na Síria.

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