Brayner: "fortalecimento de estrutura política para 2014 dará muito trabalho"

De acordo com o jornalista Diógenes Brayner, a disputa por apoios de partidos e lideranças pode provocar problemas de rachas em composições que se formaram em 2010; ele afirma que "atualmente, há preocupação em todos os lados"; "para montar alianças e composições, o governador em exercício Jackson Barreto (PMDB), pré-candidato ao Governo, e o empresário Edivan Amorim, que comanda o bloco de apoio ao senador Eduardo Amorim (PSC), pré-candidato à sucessão em 2014, terão muito trabalho pela frente para fortalecer a estrutura política que comandam. Isso sem contar com o prefeito João Alves Filho (DEM) cuja participação será decisiva em 2014. Seja fazendo composição ou [quem sabe?] disputando o Governo do Estado", reforça

Brayner: "fortalecimento de estrutura política para 2014 dará muito trabalho"
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Sergipe 247 - O jornalista Diógenes Brayner, do Correio de Sergipe e Faxaju, afirma, na coluna deste final de semana, que a disputa por apoios de partidos e lideranças "pode provocar problemas de rachas em composições que se formaram em 2010". Ele afirma que "atualmente, há preocupação em todos os lados".

"Deputados estão calados e chateados com a invasão de domicílios eleitorais. A sugestão de lançamento de candidaturas com chances de eleição, principalmente quando atinge colégios de parlamentares com mandatos, está causando um certo mal estar que pode explodir, principalmente em 2014, quando o candidato majoritário precisar da mesma companhia. Causa uma situação difícil esse jogo de sedução política. Ninguém se alia sem alguma vantagem eleitoral e oferta de participação no novo Governo. Só que as propostas que se fecham contrariam quem já está na aliança e criam uma imensa confusão, que termina repercutindo nos blocos como um todo e causando baixas fatais".

Confira a coluna na íntegra:

Sucessão não será fácil

Neste final de semana, na rede social, debateu-se sobre a ganância de grupos políticos para engrossar suas composições com aquisição de partidos pequenos. Algumas dessas siglas sempre exerceram o seu papel de suportes para as legendas que estão nas decisões políticas do País. São adquiridas no mercado negro das coligações partidárias.

Geralmente são legendas que podem eleger casualmente um ou dois deputados federais e poucos estaduais pelo Brasil afora. São conhecidas como siglas de aluguel, que podem ou não servir para ajudar no projeto eleitoral que abraça em troca provável de grana ou de cargos, caso o candidato majoritário do grupo consiga eleger-se.

A prática não é privilégio exclusivo de um ou outro bloco, mas de todos. Tornar a aliança mais abrangente em termos de partidos é importante para quem quer se mostrar forte na disputa pela Presidência da República e aos Governos Estaduais.

O presidente de uma sigla importante em Sergipe disse que recebe pouco mais de 10 mil reais por mês do Fundo Partidário: “não dá para fazer nada e atrasamos o aluguel, energia e telefone”. Acrescentou que não sabe como esses partidos, sem grande representação política e que são criados para servirem de escora, mantém-se com uma receita praticamente zero.

- Não posso confirmar, mas deve ser com algum dinheiro que recebem para participar de alianças e apoiar candidaturas, sugeriu.

Essa ânsia por partidos pequenos, dentro de uma avaliação meramente especulativa, pode provocar problemas de rachas em composições que se formaram em 2010. Hoje, em Sergipe, por exemplo, já existe mal estar para a manutenção de alianças que, lógico, não serão nada parecidas com as prováveis que acenam para acontecer. Só o rompimento previsível do PSC&Cia com o bloco do Governo mostra o quanto serão diferentes.

Atualmente há preocupação em todos os lados. Deputados estão calados e chateados com a invasão de domicílios eleitorais. A sugestão de lançamento de candidaturas com chances de eleição, principalmente quando atinge colégios de parlamentares com mandatos, está causando um certo mal estar que pode explodir, principalmente em 2014, quando o candidato majoritário precisar da mesma companhia.

Causa uma situação difícil esse jogo de sedução política. Ninguém se alia sem alguma vantagem eleitoral e oferta de participação no novo Governo. Só que as propostas que se fecham contrariam quem já está na aliança e criam uma imensa confusão, que termina repercutindo nos blocos como um todo e causando baixas fatais.

A mais de ano do pleito, ainda não se tem a dimensão exata do que possa acontecer com a dança dos partidos depois do final das filiações, já no dia 06 de outubro. O próprio Governo começa a sofrer pequenos abalos em relação à base aliada, mesmo que constate a retomada da maioria na Assembléia Legislativa. O PSD, por exemplo, não está satisfeito com o espaço que lhe foi reservado.

Acha que merecia muito mais pela representação na Assembleia e número de prefeitos nos municípios. Além disso, o fato de prestigiar apenas um deputado estadual – no caso Luiz Mittidieri – provocou reação de filiados. É que dois parlamentares da legenda ficaram de fora na participação administrativa. O partido só tomará qualquer decisão depois de conversar com o governador Marcelo Déda, respeitando, lógico, o seu estado de saúde e o seu tempo.

Para montar alianças e composições, o governador em exercício Jackson Barreto (PMDB), pré-candidato ao Governo, e o empresário Edivan Amorim, que comanda o bloco de apoio ao senador Eduardo Amorim (PSC), pré-candidato à sucessão em 2014, terão muito trabalho pela frente para fortalecer a estrutura política que comandam.

Isso sem contar com o prefeito João Alves Filho (DEM) cuja participação será decisiva em 2014. Seja fazendo composição ou [quem sabe?] disputando o Governo do Estado.

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