Cadeirantes também precisam de exercício

A prática de exercícios físicos é fundamental para a saúde de todas as pessoas, incluindo aquelas com algum tipo de deficiência; de acordo com o médico fisiatra André Sugawara, da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do Hospital das Clínicas de São Paulo (IMREA), a maior parte das pessoas com deficiência está sedentária e apenas 15% são ativas e 75% dos que começam  uma atividade a abandonam no primeiro ano; principais motivos são medo de quedas, desconhecimento de que deve e precisa fazer atividade física, falta de acessibilidade e barreiras impostas por outras pessoas, que passam a encarar o cadeirante como doente e não como um cidadão habitual

A prática de exercícios físicos é fundamental para a saúde de todas as pessoas, incluindo aquelas com algum tipo de deficiência; de acordo com o médico fisiatra André Sugawara, da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do Hospital das Clínicas de São Paulo (IMREA), a maior parte das pessoas com deficiência está sedentária e apenas 15% são ativas e 75% dos que começam  uma atividade a abandonam no primeiro ano; principais motivos são medo de quedas, desconhecimento de que deve e precisa fazer atividade física, falta de acessibilidade e barreiras impostas por outras pessoas, que passam a encarar o cadeirante como doente e não como um cidadão habitual
A prática de exercícios físicos é fundamental para a saúde de todas as pessoas, incluindo aquelas com algum tipo de deficiência; de acordo com o médico fisiatra André Sugawara, da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do Hospital das Clínicas de São Paulo (IMREA), a maior parte das pessoas com deficiência está sedentária e apenas 15% são ativas e 75% dos que começam  uma atividade a abandonam no primeiro ano; principais motivos são medo de quedas, desconhecimento de que deve e precisa fazer atividade física, falta de acessibilidade e barreiras impostas por outras pessoas, que passam a encarar o cadeirante como doente e não como um cidadão habitual (Foto: Paulo Emílio)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Do site Coração e Vida - Todas as pessoas devem se exercitar, inclusive os usuários de cadeiras de rodas. Pode parecer difícil, principalmente se o deficiente tiver uma lesão mais grave, mas com uma boa orientação profissional é possível sair do sedentarismo e diminuir a incidência de complicações circulatórias e obesidade.

No Brasil, 10 mil casos novos de lesão medular aparecem a cada ano, a maior parte causada pela violência no país. O uso de armas de fogo é responsável por 46% desses casos, segundo dados da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, do Hospital das Clínicas de São Paulo (IMREA).

O administrador Alessandro Fernandes, 41, conta que, depois de sofrer uma lesão medular e passar a usar cadeira de rodas, percebeu que a circulação ficou bem prejudicada ficando na posição sentada o tempo todo.  Foi então que foi orientado a colocar as pernas para cima, mesmo no trabalho, e a praticar atividades físicas.

Durante o expediente, Alessandro usa um banquinho feito sob medida para colocar as pernas esticadas embaixo da mesa. "Melhora a circulação e diminui a dor", diz.  Em casa, ele comprou um sofá com chaise para não precisar ficar o tempo todo na cama e não perder o convívio com a família e amigos.

"Eu também faço hidroterapia para ajudar. Na água, fazemos movimentos de pedal para estimular mais a circulação", conta o administrador.

De acordo com o médico fisiatra André Sugawara, do IMREA, a maior parte das pessoas com deficiência está sedentária e apenas 15% são ativas. Das pessoas que começam uma atividade, 75% abandonam no primeiro ano.

Sugawara diz que os principais motivos do abandono são medo de cair; desconhecimento de que deve e precisa fazer atividade física; falta de acessibilidade; e barreiras impostas por outras pessoas, que passam a encarar o cadeirante como doente e não como um cidadão habitual.

"Com certeza, o fator atitudinal é maior que o fator físico. Se o cadeirante vai a um clube e as pessoas que estão lá têm preconceito, ele não vai conseguir desempenhar sua função de uma forma satisfatória e acaba desistindo", afirma.

O médico recomenda que o paciente impulsione a cadeira de rodas no seu dia a dia, que faça uma natação ou um esporte adaptado às suas condições.  "É importante que ele esteja ativo no seu cotidiano", enfatiza.

O cadeirante pode começar do básico, que é ir "tocando" a cadeira de rodas e mantendo a atividade dos membros superiores, segundo a indicação do médico do IMREA.

"Ele pode, depois, executar uma série de exercícios domiciliares como flexão de braço, abdominais, exercícios de tronco. Recomendamos que substitua o lazer passivo pelo lazer ativo, brincar com filhos e amigos. Frequentar museus e praças é melhor do que só ver televisão."

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247