Caloura é alvo de racismo em campus da FGV em SP

Caloura de 17 anos do curso de administração da FGV-SP, umas das melhores e mais caras instituições de ensino superior do país, foi hostilizada durante um campeonato esportivo na semana passada pelo fato de ser negra; durante o evento, alguém da torcida teria gritado para jovem: "Negrinha, aqui, não"; aluna faz parte de um programa de bolsa de estudos da universidade para pessoas de baixa renda que visa estimular a diversidade e reduzir a elitização; direção da FGV-SP informou que irá abrir uma sindicância para apurar o ocorrido

Caloura de 17 anos do curso de administração da FGV-SP, umas das melhores e mais caras instituições de ensino superior do país, foi hostilizada durante um campeonato esportivo na semana passada pelo fato de ser negra; durante o evento, alguém da torcida teria gritado para jovem: "Negrinha, aqui, não"; aluna faz parte de um programa de bolsa de estudos da universidade para pessoas de baixa renda que visa estimular a diversidade e reduzir a elitização; direção da FGV-SP informou que irá abrir uma sindicância para apurar o ocorrido
Caloura de 17 anos do curso de administração da FGV-SP, umas das melhores e mais caras instituições de ensino superior do país, foi hostilizada durante um campeonato esportivo na semana passada pelo fato de ser negra; durante o evento, alguém da torcida teria gritado para jovem: "Negrinha, aqui, não"; aluna faz parte de um programa de bolsa de estudos da universidade para pessoas de baixa renda que visa estimular a diversidade e reduzir a elitização; direção da FGV-SP informou que irá abrir uma sindicância para apurar o ocorrido (Foto: Paulo Emílio)

SP 247 - Uma caloura de 17 anos do curso de administração da FGV-SP, umas das melhores instituições de ensino superior do país, foi hostilizada durante um campeonato esportivo na semana passada pelo fato de ser negra. Durante o evento esportivo interno, alguém da torcida teria gritado para a jovem: "Negrinha, aqui, não". A aluna, que faz parte de um programa de bolsa de estudos da universidade para pessoas de baixa renda que visa estimular a diversidade e reduzir a elitização. Após a agressão racista, a competição foi suspensa e parte dos alunos se mobilizou para tentar identificar o agressor que não foi encontrado. A direção da FGV-SP informou que irá abrir uma sindicância para apurar o ocorrido.

A jovem, que prefere não ser identificada, está sendo apoiada pelo coletivo 20 de Novembro, formado por estudantes negros da própria instituição de ensino. O coletivo emitiu uma nota repudiando o ato de racismo. "Não vamos admitir que atos como esse continuem acontecendo dentro dos muros da instituição. Exigimos que a coordenação do curso de economia apure o fato e responsabilize os envolvidos", disse. A direção da escola de economia também repudiou o episódio.

"A FGV já constituiu, de imediato, uma comissão de sindicância para apurar os fatos, sendo prematuro fazer qualquer prejulgamento acerca destes, notadamente quanto à suposta autoria, considerando que o evento esportivo era aberto ao público em geral e não restrito a alunos da instituição", informou a FGV, também em nota.

Conheça a TV 247

Mais de Geral

Ao vivo na TV 247 Youtube 247