Câmara defende incentivos para empresa suspeita

O ex-secretário da Fazenda e candidato ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), defendeu nesta segunda-feira (1) a concessão de incentivos fiscais dados pelo Estado à Bandeirantes Companhia de Pneus, apontada como uma das empresas responsáveis pela negociação de compra do avião que era utilizado na campanha do PSB e que caiu no dia 13 de agosto; no acidente aéreo, ocorrido em Santos (SP), faleceram o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), além de outras seis pessoas; Câmara também assumiu ter viajado no avião suspeito de várias irregularidades, como o uso de caixa dois pela campanha socialista

O ex-secretário da Fazenda e candidato ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), defendeu nesta segunda-feira (1) a concessão de incentivos fiscais dados pelo Estado à Bandeirantes Companhia de Pneus, apontada como uma das empresas responsáveis pela negociação de compra do avião que era utilizado na campanha do PSB e que caiu no dia 13 de agosto; no acidente aéreo, ocorrido em Santos (SP), faleceram o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), além de outras seis pessoas; Câmara também assumiu ter viajado no avião suspeito de várias irregularidades, como o uso de caixa dois pela campanha socialista
O ex-secretário da Fazenda e candidato ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), defendeu nesta segunda-feira (1) a concessão de incentivos fiscais dados pelo Estado à Bandeirantes Companhia de Pneus, apontada como uma das empresas responsáveis pela negociação de compra do avião que era utilizado na campanha do PSB e que caiu no dia 13 de agosto; no acidente aéreo, ocorrido em Santos (SP), faleceram o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), além de outras seis pessoas; Câmara também assumiu ter viajado no avião suspeito de várias irregularidades, como o uso de caixa dois pela campanha socialista (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O ex-secretário da Fazenda e candidato ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), defendeu nesta segunda-feira (1) a concessão de incentivos fiscais dados pelo Estado à Bandeirantes Companhia de Pneus, apontada como uma das empresas responsáveis pela negociação de compra do avião que era utilizado na campanha do PSB e que caiu no dia 13 de agosto matando. No acidente aéreo, ocorrido em Santos (SP), faleceram o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), além de outras seis pessoas. Câmara também assumiu ter viajado no avião suspeito de irregularidades, como o uso de caixa dois na campanha socialista.

A Bandeirantes Companhia de Pneus teve os seus benefícios fiscais aprovados pelo Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe), nos anos de 2004 e 2006, em decretos assinado pelo governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e por Mendonça Filho (DEM), que o substituiu à frente do Executivo Estadual por ocasião das eleições. Em nota, o Governo do Estado informou que na época o é Apolo Santana Vieira, que responde a processos de sonegação fiscal na importação de pneus usados da China que teriam causado prejuízos de cerca de R$ 100 milhões aos cofres públicos, não era sócio da empresa. A Bandeirantes, porém, teve os seus benefícios fiscais renovados em 2011, durante o governo Campos, quando Paulo Câmara respondia pela Secretaria da Fazenda Estadual.

De acordo com Câmara, a concessão de incentivos fiscais também teve o aval de um colegiado do qual fazem parte vários membros da coligação adversária Pernambuco Vai Mais Longe, encabeçada pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB). "A Fiepe, que foi presidida pelo nosso adversário, faz parte deste colegiado", disse Paulo Câmara durante sabatina promovida pela Rádio JC News. Atualmente, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) é presidida pelo deputado federal Jorge Côrte Real (PTB), que integra a chapa petebista e tenta a reeleição.

"O que os pernambucanos precisam saber é as causas da queda", disse o socialista. "Todo pernambucano quer saber o que ocorreu. A caixa preta não funciona", afirmou ressaltando que não está sugerindo que o avião tenha caído por conta de uma possível sabotagem, como especulado nos últimos dias. Na entrevista, no Sertão do Estado. O socialista também confirmou que viajou no avião, ao lado de Campos, durante uma agenda de campanha no município de Serra Talhada, no Sertão pernambucano, em julho.

A compra do avião Cessna Citation 560 XL, prefixo PR-AFA vem sendo investigada por suspeitas de irregularidades. De acordo com a empresa paulista do setor sucroalcooleiro AF Andrade, que figura como proprietária da aeronave junto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o jato estava sendo vendidos aos empresários pernambucanos empresários João Carlos Lyra de Melo Filho e Apolo Santana Vieira.

Nesta segunda-feira (1), o jornal Folha de São Paulo aponta que o nome do suposto comprador não aparece no contrato, o que reforça a suspeita de uso de caixa dois para a aquisição da aeronave. O mecanismo contratual utilizado seria apenas uma forma de burlar o aluguel irregular do avião, o que pode levar a impugnação da candidatura do PSB caso isto venha a ser comprovado.

 

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