"Campo de Serra é mais próximo do que muita gente que está conosco"

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), minimizou o seu encontro com o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na última sexta-feira (15), em São Paulo, mas defendeu uma possível aproximação com o tucano pelo fato de que "Esse campo em que Serra militou é um campo muito mais próximo do nosso campo político do que muita gente que está conosco hoje e esteve conosco na base de sustentação do ex-presidente Lula (PT). Todo mundo sabe disso”; Eduardo também disse não ver problemas em sua conversa com Serra, acontecida na semana passada

"Campo de Serra é mais próximo do que muita gente que está conosco"
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PE247 – O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), minimizou o seu encontro com o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na última sexta-feira (15), em São Paulo. O gestor afirmou que o tucano está mais próximo do seu campo político do que vários outros que compõem a base do Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), da qual o PSB faz parte.

“Esse campo em que Serra militou é um campo muito mais próximo do nosso campo político do que muita gente que está conosco hoje e esteve conosco na base de sustentação do ex-presidente Lula (PT). Todo mundo sabe disso”, declarou Eduardo Campos. De acordo com o socialista, Serra é uma figura importante no cenário político brasileiro. “Tanto que está cumprindo papéis políticos em todos esses momentos importantes das últimas décadas na política brasileira”, acrescentou.

O encontro ocorreu em um momento no qual o PSDB está dividido. Enquanto que o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do partido à Presidência, tem apoio dos principais nomes tucanos para ser o presidente nacional da legenda, como o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual dirigente da sigla, o deputado federal Sério Guerra, o ex-governador de São Paulo José Serra tem dito que só permanece no PSDB se for contemplado com a presidência do partido.

Sobre o seu encontro com Serra na semana passada, Eduardo disse não ver problemas em conversar com o tucano. “É muito bom que as pessoas possam conversar. Não necessariamente você concorda com tudo, ele não vai concordar com tudo que eu falo, nem eu não vou concordar com tudo o que ele fala, mas nós vamos, com certeza, com esse debate... a gente enriquece o debate político”, declarou Campos durante o lançamento de um livro, no Recife.

Depois que Serra considerou a intenção de Eduardo Campos disputar à Presidência da República em 2014 como  sendo “boa para o Brasil e para a política”, o governador disse que é importante fazer um debate plural  sobre as questões nacionais e evitou falar acerca de candidaturas. “Entendo que nós devemos seguir discutindo o Brasil. É importante que possamos acumular um debate plural, diverso sobre o futuro do País. Mas, sobre candidaturas acho que a gente deve fazer esse debate no tempo certo”, complementou.

A aproximação de Campos com Serra põe em xeque a relação do tucano com o correligionário Aécio Neves, que disputa com ele o controle da legenda . Questionado se o encontro com Serra poderia abalar o relacionamento do tucano com o senador mineiro, o gestor pernambucano procurou desconversar: “O próprio Aécio vai encontrar com Serra esses dias”, observou.

Campos aposta em articulações com várias lideranças políticas, independentemente de estarem ou não atreladas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas o encontro com José Serra representa um movimento arriscado, pois o PSDB é o principal opositor ao Partido dos Trabalhadores, cuja presidente tem aprovação de 79% da população brasileira e 85% no Nordeste, tido como o reduto número 1 do gestor pernambucano, assim como da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, ambos do PT.  

 

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