Campos vai a 150 cidades para subir nas pesquisas

Presidenciável do PSB, Eduardo Campos começa com ex-ministra Marina Silva série de viagens para se tornar mais conhecido pelo eleitorado nacional e acentuar efeito de transferência de votos dela para ele; meta é visitar 150 municípios até o final de junho; ele voltou a criticar a política econômica e disse que o objetivo do PSB é respeitar o tripé câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e metas de inflação; "É imperioso recuperar a confiança dos investidores", afirmou Campos

Presidenciável do PSB, Eduardo Campos começa com ex-ministra Marina Silva série de viagens para se tornar mais conhecido pelo eleitorado nacional e acentuar efeito de transferência de votos dela para ele; meta é visitar 150 municípios até o final de junho; ele voltou a criticar a política econômica e disse que o objetivo do PSB é respeitar o tripé câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e metas de inflação; "É imperioso recuperar a confiança dos investidores", afirmou Campos
Presidenciável do PSB, Eduardo Campos começa com ex-ministra Marina Silva série de viagens para se tornar mais conhecido pelo eleitorado nacional e acentuar efeito de transferência de votos dela para ele; meta é visitar 150 municípios até o final de junho; ele voltou a criticar a política econômica e disse que o objetivo do PSB é respeitar o tripé câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e metas de inflação; "É imperioso recuperar a confiança dos investidores", afirmou Campos (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O ex-governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, tendo ao lado da ex-senadora e sua vice na chapa socialista, Marina Silva, dará início a uma série de viagens que, mais do tornar Campos conhecido pelo eleitorado nacional, visa transferir parte dos votos de Marina para o cabeça de chapa. A meta é visitar 150 municípios polos de todas as regiões do país até o final de junho e consolidar o ex-governador como a “terceira via”, contrapondo-se a polarização tradicional entre o PT, que tem a presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição, e o senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato ao Planalto pelo PSDB.

Com apenas 6% das intenções de voto, segundo pesquisa do Ibope, divulgada na última quinta-feira (17), o primeiro de Campos em sua estratégia foi mudar-se para São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Ali, além de estar mais próximo das regiões Sul e Sudeste, onde registra baixos índices de penetração, Campos tentará aprumar os rumos do PSB paulista. Enquanto os socialistas defendem uma aliança com o PSDB do governador Geraldo Alckmin, Marina e os integrantes da Rede desejam uma candidatura própria.

Conseguindo resolver imbróglio, Campos terá terreno livre para trabalhar junto ao espólio eleitoral de Marina Silva, que obteve surpreendentes 20 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais. Assim como em São Paulo, em muitos estados as alianças eleitorais desejadas pelo PSB sofrem resistências de Marina e seus seguidores, o que tem prejudicado, em muitos casos, o crescimento desejado pelo PSB.

Em paralelo, Campos e Marina darão início a um périplo nacional visando mostrar não somente ao eleitor, mas também aos financiadores de campanha que as arestas entre as legendas estão superadas e que Campos é quem de fato encabeça a chapa. Nesta linha, boa parte dos municípios serão visitados individualmente por cada um dos candidatos. A intenção é visitar o máximo de cidades   possível de maneira a tornar Campos um candidato conhecido do eleitor.

Somente na semana pós a Páscoa, Campos deverá visitar cidades nos estados de Santa Catarina, Paraná, Pará e Amazonas. Desde que deixou o governo de Pernambuco, no início de abril, Campos esteve em São Paulo, para onde se mudou no começo desta semana; em Brasília, onde lançou sua pré-candidatura junto com Marina Silva; e no Rio de Janeiro. 

A pesquisa Ibope, divulgada nesta quinta-feira (17), mostrou que a presidente Dilma continua na liderança na corrida presidencial, com 37% da intenções de voto. O percentual representa baixa de três pontos percentuais em relação a março, quando a petista tinha 40% das intenções de voto.

Apesar de a chefe do Executivo Federal ter caído, o levantamento mostrou que Aécio e Campos continuam sem apresentar variações significativas, ou seja, tanto para o tucano como para o socialista o grande desafio é se tornarem conhecidos nacionalmente para alavancarem seus respectivos percentuais de voto. O senador apareceu com 14% do eleitorado – em março tinha 13% - e o ex-governador continuou estagnado nos 6%.

Diante destes indicadores justifica-se a pressa do pré-candidato em marcar posição e tentar conseguir ampliar a sua penetração nas regiões onde é menos conhecido, além de trabalhar na transferência dos votos de Marina para si. Se Campos vai conseguir alcançar os seus objetivos somente o tempo dirá, mas os primeiros passos nesta direção já começaram.

O presidenciável também  voltou a criticar o governo da presidente Dilma, ao dizer que a gestão da petista perdeu o “rumo estratégico” e disse que o seu programa de governo na área econõmica ficará centrado no “novo desenvolvimentismo”. De acordo com o ex-governador de Pernambuco, o objetivo do PSB é conciliar o crescimento econômico com sustentabilidade, respeitando o “tripé” macroeconômico composto pelo câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e metas de inflação, criado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “É imperioso recuperar a confiança dos investidores”, disse Campos, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Campos afirmou que tanto investidores como empresários não têm confiança em relação à política econômica do atual governo, que, segundo ele, coloca em prática regras contraditórias. "Nós somos um País capitalista. Queremos que o empresário tenha lucro e jogue de acordo com as regras, para que o Estado não tenha de ser acionado toda vez que ele tiver prejuízo”, declarou.

Para o ex-governador, os grupos econômicos têm grande expectativa em saber quais são as propostas do presidenciável para a economia. "Vamos deixar muito claro que todas as regras previstas para os contratos serão cumpridas. Não haverá mudanças no meio do caminho. Quando o empresário investir no Brasil, saberá que não terá surpresas”, declarou.

 

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